Além de entorpecido pelo discurso oficial, que forja consensos para justificar o injustificável da proibição de algumas substâncias psicoativas, o universo das drogas é cercado por diversos mitos, que ninguém sabe ao certo de onde vieram e nem temos muitos argumentos para questioná-los. Semente de maconha dá dor de cabeça? Aconteceu de verdade o verão da lata? LSD tem anfetamina? O crack foi fabricado pelo governo dos EUA?
Algumas dessas questões podem ter resposta afirmativa, outras não, outras podem nem ter resposta. Nosso objetivo neste caso é apenas questionar. Para inaugurar a seção – que não terá peridiocidade definida – fomos atrás de informações para saber se os docinhos vendidos por aí contém ou não anfetamina. Confira, sugira novos mitos, participe com a gente do processo de desentorpecimento da razão.
BLOTTER DE LSD-25 COM ANFETAMINA?

Como muitos já ouviram, corre o boato de que os “blotters” (papel absorvente) de LSD-25 (dietilamida do ácido lisérgico), o popular “doce”, vendidos nas ruas contém anfetaminas (ou fenilisopropilaminas). Isso porque, diversas vezes, quando tomam a substância, alguns usuários relatam um gosto amargo (LSD-25 não tem gosto) e sentem o efeito “speed” semelhante ao provocado pela ingestão de anfetaminas. Assim, de cara, a maioria compra a ideia e sai replicando tal informação. Dessa maneira nascem os mitos, e aos mais inquietos resta à investigação. Com isso, este post objetiva desconstruir e enterrar de uma vez por todas a “lenda do “blotter” de LSD com anfetamina”, contribuindo para o desentorpecimento da razão.
Para começar, vale apresentar a substância em questão. LSD-25, prazer! Sintetizado a partir do ácido lisérgico, que, por sua vez, é fruto do “ergot” (fungo do centeio), pela primeira vez, em 1938, pelo químico Albert Hoffman, acabou proibido vinte e dois anos depois – também pode ser sintetizado a partir da “morning glory”. Trata-se de um psicoativo poderoso, que de acordo com o historiador Henrique Carneiro, em sua “Pequena Enciclopédia da história das drogas e bebidas”, pg 169: “foi objeto de pesquisa secretas da CIA e o dos exércitos do mundo, que se impressionaram com a capacidade de se produzir efeitos mentais tão avassaladores com quantidades tão ínfimas, pois com 100 gramas pode-se obter mais de 1 milhão de doses.” Assim, a dose do LSD é medida em microgramas e, para termos ideia, as doses de anfetamina são medidas em uma escala mil vezes maior, os miligramas.
Desconstrução do mito
Pois bem, vamos às evidências que apontam para a quebra do mito. Segundo Rafael Guimarães dos Santos, doutorando em Farmacologia pela Universidade Autonoma de Barcelona: ”…doses de anfetaminas são em miligramas, a superfície do blotter seria muito pequena para doses efetivas de anfetaminas, ainda mais por via oral”. Então, não tem porque não cabe? A resposta poderia ser fácil assim, mas não é. Rafael completa: “…embora o “blotter” seja uma superfície pequena, poderia ser o veículo de doses muito pequenas de anfetaminas”. Segundo estudo publicado no site da revista Nature , uma dose baixa de anfetamina para o homem seria de 0.25 MG/KG, ou 17.5 mg para alguém pesando 70kg – muito além da capacidade de um ‘blotter” que vemos por aí e cem vezes maior do que uma dose regular de LSD, contendo 170 mcgs. Sendo assim, é possível carregar anfetaminas em um “papelzinho”, mas a dose seria tão pequena que não causaria qualquer reação no usuário, não seria uma “dose efetiva”. Mas e o efeito “speed”, o que o provocaria? “Como a maioria dos alucinógenos, o LSD pode produzir ansiedade e estimulação, assim como as anfetaminas. Claro que estas substâncias (os alucinógenos) possuem outras características que as diferenciam das anfetaminas…” , afirma o farmacologista. O site www.erowid.org, um dos maiores e mais respeitados acervos virtuais sobre psicoativos, lista os seguintes efeitos negativos do LSD, que podem ser confundidos com efeitos causados por anfetaminas:
- ansiedade
- tensão muscular e nas mandíbulas
- aumento na transpiração
- dificuldade em regular a temperatura do corpo
- insônia
- tontura, confusão
- megalomania
- paranóia, medo e pânico
(retirado de: http://www.erowid.org/chemicals/lsd/lsd_effects.shtml)
Então, frente ao quadro, o “blotter” de LSD encontrado nas ruas muito provavelmente não apresenta anfetaminas. Afinal, não faria o mínimo sentido um traficante colocar micro-doses do psicoativo em seu “doce”, já que não causaria efeito algum e ainda encareceria o custo da produção.
Mas e o gosto amargo, de onde vem? Uma das explicações mais aceitas, também dando conta do efeito “speed”, aponta para certas impurezas que podem “infectar” o processo de fabricação do LSD, que é muito trabalhoso. Durante seu período na legalidade, grandes laboratórios como o Sandoz (www.sandoz.com) desenvolviam a substância, que precisa de cuidados especiais para ser sintetizada. O próprio Hoffman, em seu livro “LSD, minha criança problema”, (download aqui) pg 35, relata:
“O LSD é muito sensível ao ar e à luz. É oxidativamente destruído no ar pelo oxigênio e é transformado em uma substância inativa sob a influência da luz. Isto deve ser levado em conta durante a síntese e especialmente durante a produção de uma forma estável e estocável de LSD. Informações de que o LSD pode ser facilmente preparado, ou que todo estudante de química em um laboratório meio-decente é capaz de produzir isto, não é confiável. Procedimentos para a síntese do LSD foram realmente publicados e ficaram acessíveis a todo mundo. Com estes procedimentos detalhados na mão, químicos poderiam executar a síntese contanto tivessem ácido lisérgico puro à sua disposição; hoje, porém, sua posse está sujeita aos mesmos regulamentos rígidos como o LSD. Para isolar o LSD na forma cristalina pura a partir da solução de reação de maneira a produzir preparações estáveis requer, todavia, equipamentos especiais e uma grande experiência específica adquirida que não é facilmente obtida, e isto se deve (como declarado anteriormente) pela grande instabilidade desta substância”.

Ou seja, quando caiu na ilegalidade, em 1966, o LSD-25 despencou em qualidade – talvez até tenha se perdido. Na tentativa de sintetizar tal substância, muitas vezes um químico pode chegar a outros derivados do “ergot”. Hoffman e outros, em suas experiências, descobriram “primos” do LSD. Vale lembrar que o LSD-25 é uma molécula única e qualquer mudança no processo pode resultar em outras substâncias como o ALD-52, MLD-41, iso-LSD e etc. Elas seriam parentes “mais fracas” da “criança problema” de Albert Hoffman. Além disso, mesmo com sucesso na fabricação, o armazenamento do LSD teria que ser muito cuidadoso. Visto que se trata de uma molécula instável, os laboratórios que o fabricavam armazenavam suas amostras em frascos fechados a vácuo, em gás nitrogênio. É difícil imaginar que tais cuidados seriam tomados nas famosas biqueiras que hoje comercializam o que chamam de “doce”.
Michael Hollinshead, o homem que proporcionou a primeira viagem lisérgica ao guru da psicodelia Timothy Leary, publicou em seu livro “The man who turned on the world”: “Há agora – 1968 – pouco ácido bom por aí – e o que havia – o assim-chamado “street acid” vinha da Califórnia. Havia alguma coisa errada com a síntese; ele não era puro. E você nunca tinha certeza do que estava realmente usando, então eu só tomei naquelas raras ocasiões quando alguém me dava “Sandoz” ou ácido “cristal” …
Minha avaliação não tem nada a ver com a idéia de que uma droga totalmente sintética produz uma experiência totalmente sintética – a reação intelectual – mas foi baseada em experiência direta, de primeira mão (ao redor de 30 viagens com o “street acid” no total. E em cada sessão eu sentia que havia alguma coisa faltando – era muito elétrico, muito “speedy” e perturbava muito a mente. A claridade inicial do Insight que obtive com o ácido da Sandoz, foi substituído por confusão, debilidade, palavras e mundos através de um desmembramento absoluto, ou até caos completo, ainda que eu deva acrescentar, ligado freqüentemente com um sentimento que só posso descrever como uma sublime presunção, uma super abundância de energia emotiva mas isto não significa mais que uma chama apaixonada, muito menos o sol criador-vida.”
Retirado de um artigo de Bruce Eisner, na revista High Times, publicado em janeiro de 1977.
No mesmo artigo, vale conferir o diálogo entre um preocupado Leary e o então senador Ted Kennedy.:
Senador Kennedy do Massachusetts : “O que é que há na qualidade que te deixa alarmado?”
Dr. Leary : “Nos não queremos amadores ou venda no mercado negro ou distribuição de LSD.”
Senador Kennedy: “Por que não?”
Dr. Leary : “Ou os barbitúricos ou bebidas alcoólicas. Quando você compra uma garrafa de bebida-”
Senador Kennedy : “Isto não é uma resposta. Quanto ao LSD, por que você não o quer ?”
Dr. Leary : “Estar de posse?”
Senador Kennedy: “Por que você não quer a fabricação e a distribuição indiscriminada? Isto é porque é perigoso?”
Dr. Leary : “Porque você não sabe o que está comprando…”
Para ler na íntegra o texto sobre a pureza do “ácido das ruas” na década de 70, em inglês, acesse o site do ex-editor da revista americana . Para aqueles que não lêem na língua do Tio Sam, aqui vai uma tradução, parece bem feita. Boa leitura, pois, além de discutir a pureza da substância no mercado paralelo, também esclarece alguns pontos do processo de fabricação do LSD e o porquê dele ser tão complicado de sintetizar:
“A produção dos precursores necessários é um longo processo, e podem surgir várias situações onde ocorrem impurezas. Durante a preparação do principal precursor – monohidrato do ácido lisérgico – vários alcalóides do ergot e cicloalcamidas do ácido lisérgico, contaminarão o produto final se não forem removidos adiante através de procedimento cromatográfico adequado. E os contaminantes que vão aparecer dependerão de qual material de partida foi usado; ergot, tártaro de ergotamina ou semente de morning glory. E uma vez que estes precursores tenham sido sintetizados corretamente em LSD, vários isômeros e Lumi-LSD (LSD saturado com água), podem contaminar o produto final se não forem retirados com os métodos de cromatografia.
Portanto, a cromatografia, um método altamente refinado que os químicos orgânicos usam para isolar substâncias específicas, é o processo chave pelo qual as impurezas podem ou não ser removidas do cristal final de LSD.”
Estudo da PharChem – pureza do LSD-25 vendido nas ruas entre 1972 e 1974
Como vivemos em uma realidade proibicionista, o acesso e a realização de estudos a respeito dessa e de outras substâncias ilegais são raros. O www.erowid.org possui duas pesquisas sobre a pureza do LSD norte-americano na década de 70. Como o primeiro estudo apresenta um número limitado de amostras e poucas em forma de “blotter”, vamos nos atentar ao segundo, que traz dados sobre testes realizados entre 1972 e 1974 pelo grupo de testes PharChem , de Palo Alto, Califórnia. Para facilitar o entendimento, isolamos apenas as amostras em “blotter” para fazer um balanço. Das 77 amostras em “blotter”, uma apresentou a mistura entre LSD e PCP (Fenciclidina), outra apenas DOM ( 2,5-dimetoxi-4-metil-anfetamina, também conhecida como STP) sem presença de LSD, e as outras 13 apresentaram LSD e iso-LSD em um mesmo “blotter”. Entre todas as amostras analisadas, “blotters” e outros formatos, apenas 3 apresentaram a presença de anfetaminas, nenhuma em “papelzinho”, provando que as amostras foram testadas para verificar a presença de tal substância. A primeira se tratava de uma cápsula, que possui capacidade extremamente maior do que um “blotter”, apresentando LSD e anfetamina. A segunda era em forma de pó e só possuía anfetamina. Já a terceira se tratava de um tablete, também maior do que um “doce”, com anfetamina e PCP. Vale ressaltar que testes como esse não detectam as “impurezas” que podem infectar o processo de síntese do LSD-25. Bruce Eisner explica, em seu artigo para a High Times de janeiro de 1977:
“Em uma carta pessoal, Dr. Alexander T. Shulgin, professor de toxicologia da universidade de Berkeley, Califórnia, comentou, “na análise habitual do LSD (como a feita na PharmChem Foundation), faz-se a cromatografia de um extrato da droga sob suspeita, observa-se o resultado da separação sob luz UV e então borrifa-se a placa com algum foto-reagente como o dimetilaminobenzaldeído (PDAB). Se houver impurezas que fluorescem (como o ácido lisérgico ou o iso-lisérgico) e que se deslocam na separação cromatográfica, estes serão vistos. Se as impurezas apresentarem o átomo indol-2-hidrogênio intacto, ocorrem cores entre o azul e o roxo.
Ambos os testes, exigem é claro, que haja quantidades suficientes para serem vistas. Mas se a impureza não fluoresce (como acontece com o Lumi-LSD e as foto-substâncias adicionadas) ou não reagir com o PADB (como aconteceria com duas impurezas substitutas, como 2-oxo-ergots), então as impurezas permaneceriam invisíveis. É completamente possível que uma amostra de LSD poderia estar contaminada grosseiramente com impurezas e, se não acusassem em nenhum destes testes, é provável que sua presença nunca tenha sido suspeitada.”
Realidade perturbadora
Além da muito aceita explicação das impurezas para o gosto amargo, existe outra teoria, popular em fóruns virtuais mundo afora, que também faz sentido e, ao mesmo tempo, assusta qualquer usuário. Ela diz que os “blotters” de LSD-25 vendidos no mercado ilegal, na verdade, não se tratam de LSD, mas de outras substâncias que nem são originárias do “ergot, como a DOB (2,5-dimethoxi-4-bromoanfetamina) e a DOI(2,5-dimethoxi-4-iodoanfetamina). Elas são conhecidas como “cápsula do vento” (quando em cápsulas) e pertencem a “família” da MDA, cujo filho mais conhecido é o “ecstasy” (MDMA). Ambas também são vendidas no formato de “blotters”, apresentando baixa dosagem efetiva (maior que o LSD-25 e menor que a anfetamina, ver quadro após o texto), possuem gosto amargo e trazem efeitos alucinógenos semelhantes aos do LSD. O grupo a qual pertencem é chamado de “anfetaminas psicodélicas”- não confundir com anfetamina, pois a dose efetiva desses psicoativos é extremamente menor. São da mesma “família”, mas dizer que são equivalentes seria como, em comparação grosseira, igualar o crack a cocaína pelo simples fato de se originarem da mesma matéria prima. Vale ficar atento, pois DOB e DOI são substâncias similares entre si e com elevado grau de toxicidade, ao contrário do LSD-25, que é praticamente inofensivo ao organismo.
Blotter de DOB, vai dizer que não engana? Retirado de www.erowid.org
Dada a dificuldade em fabricar LSD-25, o mercado paralelo pode se aproveitar da obscuridade gerada pelo proibicionismo e vender outras drogas, de manuseio mais fácil, como se fossem LSD. O usuário, sem saber, pode ingerir uma substância letal, quando usada em grandes quantidades. O principal dano de alteradores de consciência, como nas anfetaminas, é causado no sistema vascular, ou seja, se tomar um “doce”, sentir um gosto amargo e dormência nas extremidades ou até mesmo dor nas articulações, procure um médico e apresente overdose de DOB e DOI como uma das possibilidades da causa de seus sintomas. Além disso, se sentir desconforto nos olhos e/ou no corpo todo, espasmos e dor nas costas (umas puxadas), é quase certo que ingeriu DOB ou DOI. Fique atento!
Conclusão
Anfetamina no “doce”? Nem pensar! Tudo indica que esse é mais um “narco-mito” que ecoa e ganha vida devido à falta de informações e pesquisas sobre psicoativos. Mas calma lá. Não vá sair falando que é impossível colocar anfetaminas em um “blotter”, é possível, mas a quantidade não causaria qualquer efeito no usuário. Dificilmente um traficante comercializaria a mistura, pois ela só encareceria o processo de fabricação e não traria nenhum benefício. Para os mais chatos, sim, se alguém fizer um “blotter” bem maior do que o usual – cerca de 15 vezes maior – ele poderá carregar doses efetivas de anfetamina. Ou seja, analisando o quadro, se sentir um gosto amargo e o “papelzinho” estiver mais para “papelzão”, desconfie, pois, como sabemos, o verdadeiro e único LSD-25 é inodoro, incolor, sem sabor e não pede plataformas grandes, já que suas doses são microscópicas, pesando praticamente o mesmo que um grão de areia. Para ele, tamanho definitivamente não é documento.
Infelizmente, ao que tudo indica, os usuários, atualmente, ou ingerem “LSD impuro” ou levam outra droga no lugar do filho de Hoffman. O verdadeiro LSD-25 morreu com a sua proibição. Um químico, na clandestinidade, por mais que quisesse fabricar o verdadeiro “ácido”, precisaria de equipamentos caros para produzir, estocar e veicular a substância no mercado. Se alguém tiver acesso a algum “doce” em embalagem farmacêutica fechada a vácuo ou revestido por alguma camada protetora antioxidante, aí sim, grandes chances de ser o puro LSD. Porém, está para circular algo semelhante nas ruas. Aos entusiastas da droga, vai um aviso: talvez você nunca tenha tomado o verdadeiro LSD-25. Com tudo isso, quem perde é a neurociência, a psicanálise e o conhecimento humano de um modo geral.
| Dose DOB via oral | |
| Limiar | 0.2 mg |
| Leve | 0.2 – 0.75 mg |
| Comum | 0.75 – 1.75 mg |
| Forte | 1.75 – 2.5 mg |
| Pesado | 2.5 – 3.5 mg |
| Overdose | 3.5 + mg |
| Dose LSD via oral | |
| Limiar | 20 ug |
| Leve | 25 – 75 ug |
| Comum | 50 – 150 ug |
| Forte | 150 – 400 ug |
| Pesado | 400 + ug |
| Dose letal | 12,000 ug |
*a “dose letal” matará 50% dos animais testados.Retirado de www.erowid.org.








Muito boa matéria, parabens!
Muito bom mesmo
muito boa essa post, muit bom mesmo.
Parábens.
caralho, post responsa pra burro!!
tão de parabéns!
Agora o problema é arrumar um produto de responsa, ehehehe!!
Parabéns pelo texto, maneirasso!!!
[...] Nova seção do DAR! Caçadores de Narco-Mitos – nosso LSD tem anfetamina? [...]
Hmmmm, pois é, sempre suspeitei de papeizinhos. hehe
Muito bom o post e as referências!
Legal o texto! Sobre esse assunto, pra quem lê ingles, vale esse artigo: http://www.erowid.org/chemicals/lsd/lsd_article2.shtml
Pessoas que experimentaram o puro LSD-25 Sandoz contam que não há muita diferença em relação a um bom ácido “de rua”.
abs
Exelente pesquisa.
PS- poderia postar as referencias bibliográficas? oufoi tudo encontrado no site indicado?
abraços,
Douglas,
todas as referências estão no próprio texto, ao lado de cada informação trazida por elas.
Seguem:
- Livro do Henrique Carneiro, “Pequena enciclopedia da história das drogas e bebidas”, pg 169.
- site da revista Nature: http://www.nature.com/npp/journal/v25/n4/full/1395696a.html
- http://www.erowid.org
- Livro de A. Hoffman, “Minha criança problema”, pg 35: http://www.scribd.com/doc/6039153/Albert-Hofmann-LSD-minha-crianca-problema
- Artigo publicado na High Times de 01/1977, retirado do site do ex-editor da revista, Bruce Eisner: http://www.bruceeisner.com/writings/2008/01/lsd-purity—-f.html
Fantástico o post.
Vou linkar lá no blog
Vale a pena as informações conferidas no Erowid.
Vamos a pesquisa, rs
Um abraço,
FernandoB
Parabéns, ótimo post.
Gratidão pela INFORMAÇÃO = LUZ.
Creio realmente que muitos ainda não experimentaram o PURO LSD.
O que PODE existir nos blotters são anfetaminas psicodélicas
como o DOB, DOC, DOI, DOM,
http://www.erowid.org/library/books_online/pihkal
/pihkal.shtml
Isso mesmo. São “anfetaminas psicodélicas”. O texto fala sobre isso: “O grupo a qual pertencem é chamado de “anfetaminas psicodélicas”- não confundir com anfetamina, pois a dose efetiva desses psicoativos é extremamente menor. São da mesma “família”, mas dizer que são equivalentes seria como, em comparação grosseira, igualar o crack a cocaína pelo simples fato de se originarem da mesma matéria prima. Vale ficar atento, pois DOB e DOI são substâncias similares entre si e com elevado grau de toxicidade, ao contrário do LSD-25 que é praticamente inofensivo ao organismo.”
Pelo que sei, DOB (uma das poucas substancias ativas na micro-quantidade que cabe em blotter) é bem difícil de sintetizar (mais do que LSD). Ou seja, DOB vendido como LSD seria como comprar pinga 51 e ganhar uísque escoces 12 anos (o objetivo da comparação é apenas o preço). Para o feitor ou o vendedor, essa combinação não teria muito sentido, já que ele sairia no prejuízo.
DOB é MAIS fácil que LSD
um blotter pode reter entre 1mg a 5 mg
além das anfetaminas psicodélicas já citadas, há relatos de triptaminas como 5-MeO-AMT, com efeitos terriveis se tomar muito (pensando que é LSD)e recentemente o Bromo-dragon-Fly, mais potente que o LSD em dosagem mas com uma dose-resposta muito estreita.
http://www.erowid.org/chemicals/bromo_dragonfly/bromo_dragonfly.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/Bromo-DragonFLY
mortes:
http://www.erowid.org/chemicals/bromo_dragonfly/bromo_dragonfly_dose.shtml
opa !
o link sobre as morte está errado, é este
http://www.erowid.org/chemicals/bromo_dragonfly/bromo_dragonfly_death.shtml
basicamente eles compraram 2-C-B-fly mas os chineses rotularm errado e na verdade era 3C-Bromo-Dragonfly
vai descendo nesta pagina
http://www.energycontrol.org/jml/
até “Alerta 2 C-B fly”
esta discussão sobre o LSD nunca termina. eheheh
venho acompanhado este assunto em varios sites em ingles como o erowid, bluelight, shroomery e outros
o que me parece ser real é o seguinte, com exceção dos blotters que realmente tem outras substancias, as diferenças e classificações entre acido ruim/anfetamínico e acido bom, esta relacionada à pureza realmente.
uma síntese mal feita terá vários subprodutos, e também mesmo que a síntese for excelente, surgirão subprodutos originarios da degradação do LSD ao longo do tempo, já que ele é bem instável.
este subprodutos por sí só talvez não tenham uma psicoatividade muito relevante, mas quando junto com o LSD, eles interagem e interferem nas ligações delicadas com os receptores cerebrais, e “sujando” o LSD.
estas informações e expeculações ainda são objetos de discórdia nestes forums.
em relação ao bromo-dragonFly, seria muita SACANAGEM verder ele em blotters como sendo LSD.
uma curiosidade, e não sei se é permitido indicar e-shops aqui, mas eles estão vendendo um análogo do LSD mais potente e que não é proibido,
http://www.alchemylabz.eu/products.php com o nome de pipanes.
até…
[...] Nosso LSD tem anfetamina? – DAR [...]
[...] Para ver a matéria completa acesse este link. [...]
[...] This post was mentioned on Twitter by Andre Kilik Casarini, Jomo Olaniyan, Psicotropicus , ॐ, ॐ and others. ॐ said: RT @plantando Artigo muito bem feito sobre #LSD e as lendas de misturas com anfetaminas: http://is.gd/hmxtY [...]
Sempre desconfiei dessa afirmação de que os doces seriam anfetaminados, justamente pelo lance de que ele precisaria de um suporte maior para ser transportado.
E sempre desconfiei da pureza dessas coisas que se vendem por aí… Totalmente sem cuidados de transporte.
[...] http://coletivodar.org/nova-secao-do-dar-cacadores-de-narco-mitos-nosso-lsd-tem-anfetamina_1222 [...]
Ótimo post, esse blog é perfeito.
ótima reportagem, eu realmente não acretdito nos doces vendidos por ai. Acho que a melhor opção são as sementes de argyreia que contem LSA e são vendidas livremente. Comprei um pacote com seis sementes em uma head shop em São Paulo (Popipe), comi 4 sementes e fiquei muito bem, uma viagem bem tranquila e mental. Recomendo.
Exceto a conclusão de que o LSD não vem com anfetaminas, todas as outras são falsas.
Gosto amargo nada significa, visto que o LSD precisa ser diluído em um veículo líquido para ser aplicado nos blotters, e este veículo pode ter qualquer gosto, sem que isso signifique impureza.
Pesquisas mostram que a esmagadora maioria dos blottesr que circulam no mundo contém nada mais do que LSD: http://www.erowid.org/chemicals/lsd/lsd_article3.shtml
Dezenas de psiconautas que experimentaram LSD fabricado pela Sandoz, armazenado à vácuo na embalagem original, não encontraram qualquer diferença para os “Street Acids”: http://www.erowid.org/chemicals/lsd/lsd_article2.shtml
Todas as evidencias apontam para o fato de que os blotters que circulam pelas ruas mundo afora contém o mesmo LSD de sempre.
Rafael, talvez na conclusão, quando disse “impuro”, não fui claro. Não disse que eles contém adulterantes, apenas que sua síntese pode ter alguma “impureza” natural – dada a dificuldade em se sintetizar LSD-25.
Este mesmo artigo (exclente, por sinal!) que você sugeriu, aponta que o debate está em aberto devido as dificuldades em se analisar as substâncias de maneira precisa. Segundo o artigo postado por nós aqui no DAR, o usuário pode estar consumindo LSD com essa tal impureza na síntese (não adulterantes); pode estar comprando outra substância (como apontou a pesquisa da década de 70 (em que 1 amostra era DOB, algumas PCP e outras DOM) usada por mim e pelo autor desse artigo que você indicou, e conforme os mitos que correm em fóruns internacionais).
Talvez não devessemos descartar a possibilidade de tomarmos o LSD mas em baixa quantidade, como defende o artigo sugerido. Mas, segundo os relatos de usuários do Sandoz, há diferença. O artigo que você indicou tenta explicar essa diferença alegando que seria algo psicológico, pois o Sandoz trazia a segurança de ser um produto farmacêutico feito em grandes laboratórios e com técnicas avançadas.É uma possibilidade, mas não podemos descartar a hipótese das “impurezas da síntese”. Enfim, o debate está em aberto, como sugere o artigo indicado por você.
Copio trecho abaixo:
Currently, the debate focuses on any possible psychoactive influence that synthesis impurities might cause, which would be present in street acids and not, one presumes, in Sandoz Delysid. In light of similar debates regarding other substances, such as ketamine and MDMA, one tends to disregard such potential influence as unlikely. However, it is true that, as of today, no one has provided a definitive answer on the matter. The debate remains open and is not likely to be resolved in the short term, since access to pharmaceutical LSD and sophisticated laboratory techniques of analysis are both limited.
Se ao menos esta fosse uma substância legalizada, testes poderiam ser realizados com mais precisão e teríamos a certeza da qualidade e quantidade de ácido nos blotters. Quem sabe um dia…
Continue mandando bons artigos! Deu até vontade de traduzir este último. É um ponto de vista que também deixa o debate em aberto, mas, como qualquer nova evidência, não pode ser descartado.
Abraço!
Ah, Rafael, esqueci de uma coisa. Sobre essa pesquisa feita em 2006, em que 70 pessoas tomaram ácido da Sandoz fabricado em 1951, existe a hipótese, também não descartada pelo autor do artigo, de que, apesar da embalagem, houve perda na qualidade devido a degradação sofrida com o tempo. Copio trecho:
Storage & Degradation
Although the vial was completely sealed, without cracks, one of the major questions was whether there would be significant loss of potency by degradation as a result of the 55 years that had passed since it was manufactured. After trying it, the predominant opinion among the more than 70 participants and observers was that there was no detectable loss in potency. This was the clearest result from the reported experiment: air-tight brown glass appears to be a very effective long-term storage method for LSD. After 55 years, stored at varying room temperatures, the LSD seemed to be fully potent.
A opinião sobre não ter havido perda foi dada por pessoas que provavelmente não eram vivam em 51, e muito menos tomavam LSD na época. No próprio artigo que contém essa pesquisa no erowid os relatos postados são de pessoas que começaram a tomar ácido há menos de 20 anos. Um deles começou em 84, é o que toma há mais tempo. Ou seja, nenhum deles tomava Sandoz na decada de 50 ou 60 para saber se realmente houve perda. É um debate em aberto. O proibicionismo impossibilita uma conclusão. O artigo do Bruce Eisner, ex-editor da High Times, citado neste nosso post, é muito esclarecedor a respeito do Street Acid: http://www.bruceeisner.com/writings/2008/01/lsd-purity—-f.html
Tradução em: http://entheogenesis.yuku.com/forum/viewtopic/id/397
Esse blog é um paraiso para drogados em geral!! Mas vcs esquecem de um pequeno detalhe, a coisa que mais mata seres humanos na face da terra é uma droga legalizada, liberada e popular. Meus parabens por defenderem as drogas.
Enquanto essa sociedade hipócrita se basear na idéia de máximo rendimento do indivíduo (leia-se trabalhar ao máximo e gerar lucros), e enquanto a hipocrisia das igrejas considerar “pecado”, o uso do LSD continuará na clandestinidade.
É incrível ver quantas matérias, assinadas inclusive por pretensos “especialistas” em toxicologia, descrevem efeitos do ácido que nada tem a ver com a realidade. O que falta pra eles é tomar e descobrir como o mundo é de verdade.
Vinagre,
Então, meu brother, é claro que sempre existe a possibilidade de se comprar gato por lebre no mercado ilegal, pois qualquer pessoa pode sair por aí vendendo pedaços de papel dizendo que é LSD. Mas, o que essa extensa compilação de análises comatográficas nos mostram com bastante clareza é que, naqueles blotters que circulam com substâncias realmente psicoativas – ou seja, blotters que são produzidos em laboratórios clandestinos e distribuídos no mercado global – a esmagadora maioria contém apenas LSD. Apenas 0,08% das amostras analisadas durante todos esses anos continham algo que não fosse LSD. Ou seja, é possível que o usuário consuma outra substância ativa num blotter, como o DOB, mas essa é uma possibilidade bastante remota, ao contrário do que a sua conclusão aponta.
A influência de resíduos químicos resultantes de uma má-sintetização é uma possibilidade, mas apenas teórica. A evidência empírica dos voluntários que compararam LSD da Sandoz com street acids e a própria taxa de ação do LSD (uma química residual teria de ser ativa em quantidades muito pequenas para interferir nos efeitos do LSD) apontam para outra realidade.
Enfim, eu concordo que mais pesquisas são necessárias para chegarmos à conclusões mais concretas sobre o assunto, mas as evidências que temos não corroboram totalmente com as suas conclusões. Ao que tudo indica, o “verdadeiro LSD” está aí, como sempre esteve desde a sua descoberta, É verdade que as doses contidas nos blotters foram diminuindo gradualmente desde os anos 70 (isso inclusive explica muitos dos relatos sobre efeitos “estimulantes” que deram origem a mitos como o da anfetamina em blotters.
A conclusão do artigo sobre as análises cromatográficas foi traduzida pelo blog Enteogênico: http://enteogenico.blogspot.com/2010/07/analise-de-amostras-de-lsd.html
Abraço
A remarkable presentation merits a comment. I am impressed. On to the next…
como estudante de psicologia, tenho meu parecer extremamente positivo quanto a essa mteria, alem de ser escrita de forma simples , porem respeitando os termos técnicos, ela traz uma gama de conteúdo muito util!
acho que ficou bem claro tb a realidade do “doce” que se encontra por ai.
parabens pela materia.
[...] do site Coletivo DAR Além de entorpecido pelo discurso oficial, que forja consensos para justificar o injustificável [...]
se boa e velha maconha naturalmente natural ja é dificio. imagine os quimicos!!!!
a postagem esta muito clara no aspectos informativos abordado(lsd.
ai galera continua con esse nivel, pois o q precisamos memso é de informações, pois um povo dinformado é, não é uma nação!!!!
cara, muito obrigado
me esclareceu muito
O gosto amargo pode ser proveniente até mesmo das tintas que usam nos desenhos estampados no Blotter.
Adorei o site, muito bom ver coisas assim debatidas em “público”, pois informação não deve ser criminalizada!
fritcxhÁ
Pessoal,
um amigo que é farmacêutico me respondeu o seguinte quando apresentei o artigo:
“DOB e DOI sao os principios ativos da capsula do vento.
Realmente muito facil mesmo de sintetizar. Porem o efeito é bem diferente.
Enquanto o LSD-25 tras um pico de efeito por ate 10 horas o DOB ou DOI dura mais que 24hs, geralmente alcança 36 horas de pico de efeito dependendo da dose.
Este paper é meramente especulador. E repito, os doces que encontramos possuem sim anfetaminas. Ja constatei em laboratorio usando indicadores foto-reativos.
E digo que é especulador porque se refere a anfetas em dosagem de 15-17mg. Esta dosagem sao de anfetas “enfraquecidas” para ir ao mercado, drogarias.
A anfeta em “quadrados” é a fenil-isopropil-amina. Ja revela guande efeito em 0,5mg (500 microgramas).
Por amostragem de luminancia, o doce que analisei tinha 3mg de anfeta, uma dose bem considerada.
Realmente a dose mencionada nao cabe, mas 3/4 mg cabe facilmente em um “quadradinho”.”
e a estricnina que, até segundo o Leary, foi amplamente usada para “envenenar” as trips nos anos 60-70 por iniciativa da Cia. Não lembro o nome, mas uma dessas levas de doces com estricnina teria causado algumas mortes convenientemente atribuidas ao inofensivo lsd
blotter com DOI
http://www.erowid.org/chemicals/show_image.php?i=doi/doi_blotter__i2011e0338_disp.jpg
LSD vs. DOI
http://www.youtube.com/watch?v=_5kWUYYafrc
Mas, vamos ao que interessa !!!
Onde eu arrumo essa bagaça ou quem tem para vender ???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Vai meu e-mail: chupixco@hotmail.com
Os blotters com DOx costumam ser maiores que os blotters de doce normais, fáceis de distinguir. E os efeitos duram 24-32h, não deixando muita dúvida.
De resto, assino embaixo das correções que o Rafael fez: estudos recentes disponíveis no Erowid indicam a presença de LSD-25 (o mesmo da Sandoz) na maioria absoluta do ácido disponível no mercado. A redução da dose dos anos 60 pra cá também é um fato documentado agora. Aliás, qualquer um que já tenha tomado tanto um quartinho quanto um doce inteiro sabe, por experiência, que as diferenças na onda não são só quantitativas, mas qualitativas (a psicodelia depende de uma dose maior; já o efeito estimulante dá pra sentir só com quartinhos).
A única hipótese que ainda pode estar certa quanto aos motivos das diferenças de efeito de vários ácidos é a das impurezas resultantes da síntese. Contudo, iso-lsd, lumi-lsd (que aliás, vem do contato do lsd com a luz, e não com a água, como diz o artigo) e outras substâncias oriundas de sínteses incorretas são INATIVOS nas quantidades que cabem em um blotter, de modo que a única possibilidade que temos é a (um pouco remota) de que elas se tornem ativas justamente na mistura com o LSD ou umas com as outras.
Porfim, existe uma outra hipótese muito plausível que explica o gosto amargo em alguns blotters: a tinta.
ps. eu disse que “A única hipótese que ainda pode estar certa quanto aos motivos das diferenças de efeito de vários ácidos é a das impurezas resultantes da síntese”, mas na verdade, eu boto muito mais fé que as diferenças de efeito entre os blotters reportadas pelos usuários são de origem psico-sócio-biológica, e não químicas (set & setting – mente, corpo e contexto).
e a galera mandando cada vez mais merda pra mente!!! q dias vivemos, nem droga decente tem mais, aeuhaueheuaeahe
blotters com outras drogas na Bélgica
http://www.shroomery.org/forums/showflat.php/Number/15077495/page/1
tem que libera logo !!!!!!!!!!
Pôoooo quero tomar um ácido de verdade!!! Legalização da maconha e do LSD já!!!
è isso ai, NÂO existe LSD-25 nisso ai, eu nunca mais tomo essas porcarias, além do gosto amargo horrível, só da uma ressaca seca no dia seguinte e nada mais, pra que comprar isso se a natureza oferece tudo de graça e natural?
Acho que foi vc que deu azar. Não diz que LSD-25 não existe nisso, pq vc não sabe. Nunca vi doce com o gosto “horrível” como vc disse, e nem tive ressaca. Vc quis dizer que só teve uma ressaca e nada mais? Com certeza vc deu azar.
Com licenca , vou traduzir e publicar no meu blog
muy buena informacion
Gracias
Só uma dúvida: já ouvi dizer q o organismo só absorve “tantos” por cento do LSD… É verdade? É possível tomar uma dose letal?
Por isso que o melhor é a coleta de cogumelos. Garantia de idoneidade biológica!
Concordo totalmente com Iago: os efeitos são muito mais de “origem psico-sócio-biológica”. Difícil ter uma conclusão de uma cabeça alucinada (seja com LSD-25 ou qualquer outro alucinógeno, do ergot ou não) como referência científica…
Existe exames toxicológicos que identificam as drogas DOI e DOB? Porque se tiver fica facil saber qual é o laboratório que esta vendendo “paralelos”.
Albert Hofmann- LSD, minha criança problema filetype:pdf
Muito boa a reportagem! Parabéns!