DAR – Desentorpecendo A Razão

Coletivo Antiproibicionista de São Paulo

Nesse sábado aconteceu em São Paulo a Marcha das Vadias.

Integrada à temática da liberdade de uso do prórpio corpo, o Coletivo DAR repercute algumas notícias e vídeos da Marcha das Vadias. Força Mulheres!

 

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Marcha das Vadias invade a Paulista

Enviado por luisnassif, dom, 05/06/2011 – 18:19

05 DE JUNHO DE 2011

Marcha das Vadias denuncia violência contra mulher e repudia CQC

Com apoio de mais de 6 mil pessoas na página do Facebook, a Marcha das Vadias levou cerca de mil pessoas, na tarde deste sábado (4), para a Praça do Ciclista, entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, em São Paulo.

Versão brasileira do “Slut Walk” (movimento mundial que denuncia a violência às mulheres), a manifestação terminou com um protesto contra CQCs em frente ao Comedians — o clube de comédia onde se apresentam Rafinha Bastos e Danilo Gentili, integrantes do programa da Band.

Na porta do clube, mulheres se manifestavam contra uma piada de péssimo gosto em que Rafinha associa a prática estupro a mulheres feias. A piada foi feita pelo integrante do CQC no seu solo de “stand-up” e virou alvo de protestos sobretudo nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

A organizadora do evento, Madô Lopez, diz em seu blog que já foi insultada pelas roupas que usava, em cantadas e gracinhas feitas por homens. “Chega de sermos recriminadas e discriminadas nas ruas porque usamos saias, leggings, regatas, vestidos justos. Chega de sermos reprimidas e intimidadas porque somos mulheres, porque somos femininas e porque queremos nos sentir sensuais. Bora pras ruas, mulherada! Não é porque uso saia que sou puta!”, escreve ela.

Além de São Paulo, o “Slut Walk” já foi realizado em várias cidades dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália. Nesta sábado, a marcha estava prevista também em Copenhague (Dinamarca), Amsterdã (Holanda) e Estocolmo (Suécia). A manifestação será realizada, ainda, em Belo Horizonte (MG), no dia 18, à partir das 13 horas, saindo da Praça da Rodoviária.

O evento foi criado após um representante da polícia do Canadá ter declarado que as mulheres deveriam evitar se vestir como prostitutas para não serem vítimas de estupro. As declarações causaram revolta e geraram um grande movimento organizado na internet, que começou no início de abril com o protesto de Toronto e já aconteceu até agora em mais de 20 cidades norte-americanas e australianas.

“Não é culpa dos nossos vestidos, salto alto, regatas, saias e afins que todos os dias mulheres são desrespeitadas e agredidas sexualmente. Isso é culpa do machismo ainda muito presente na nossa sociedade. As mulheres do mundo estão se unindo”, diz a apresentação do evento no site Slut Walk Toronto.

Segundo o site oficial do “Slut Walk”, o termo slut (puta, vagabunda ou vadia, em português) tem, historicamente, conotação negativa e se tornou ferramenta de acusação grave de caráter. “Estamos cansadas de sermos oprimidas pela palavra ‘vagabunda’; de sermos julgadas por nossa sexualidade e de nos sentirmos inseguras como resultado disso”, assinalam as integrantes do movimento.

“Ter o controle das nossas vidas sexuais não significa que estamos abertas à violência e ao abuso, mesmo que façamos sexo por prazer ou trabalho”, acrescentam elas, na página oficial. “Ninguém deveria comparar gostar de sexo com atrair abuso sexual.”

Da Redação, com informações da Folha.com

 

Categorias: Direitos Humanos

3 Comentários

  1. Maria Jùlia disse:

    Muito legal o coletivo dar estar divulgando a marcha das vadias!

    Só tenho algumas observações a fazer sobre o texto (e seria legal pensarem sobre isso na próxima vez que forem divulgar algo… há texto de mulheres feministas rolando por aí que têm uma visão muto mais crítica sobre o assunto…).

    A organizadora da marcha disse:

    “Chega de sermos recriminadas e discriminadas nas ruas porque usamos saias, leggings, regatas, vestidos justos. Chega de sermos reprimidas e intimidadas porque somos mulheres, porque somos femininas e porque queremos nos sentir sensuais. Bora pras ruas, mulherada! Não é porque uso saia que sou puta!”

    Olha, mulher é sim, muitas vezes, recriminada pela roupa, mas sabe, uma mulher pode tar de moletom, e um cara ainda assim vai mexer com ela. Sabe pq? Pq ela é mulher. MULHER. Um homem, quando mexe com uma mulher na rua sabe que não vai ficar com ela. Ele não está atrás disso. A questão é mostrar que tem poder sobre ela. Por isso, quando muitas revidam, xingam etc, elas correm o risco de serem agredidas, pois estão se colocando como agentes e deixando claro que o homem não irá ter poder sobre elas.

    Em uma cantada de rua, o homem não quer ficar com a mulher, mas quer deixar claro que, se quiser, irá ficar com ela.

    Outra coisa: Mulheres não são reprimidas pq são “femininas”, mulheres são reprimidas porque são mulheres. Homem mexe com mulher bonita, feia, “feminina”, “masculina”, qualquer tipo.

    “não é porque uso saia que sou puta” -> ah, então se fosse puta, tudo bem gritar com ela e estuprá-la?

    Mulher não é estuprada porque quer se sentir sensual, mulher é estuprada porque é mulher.

    De resto, a marcha das vadias foi muito mais politizada do que esse comentário. O movimento feminista esteve em peso lá, e isso é importante, para dar uma basta à culpabilização das vítimas de estupro e outras agressões.

    • coletivodar disse:

      Legal, Maria Júlia, obrigado pelos comentários. Nós reproduzimos o texto para ilustrar os vídeos, se você puder nos indicar análises e relatos mais aprofundados sobre o dia seria ótimo. Brigado!


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