Dilma pede a presidente da Indonésia que reveja pena de morte de brasileiros acusados de tráfico
27/09/2012 3 ComentáriosDilma pede a colega indonésio que revogue penas de morte
Em NY, presidente entregou cartas com apelos por brasileiros presos no país
Marco Archer Moreira e Rodrigo Gularte foram sentenciados à morte em 2004 por tráfico de cocaína
RAUL JUSTE LORES
DE NOVA YORK
A presidente Dilma Rousseff entregou ontem duas cartas com apelos ao presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, para revogar a condenação à morte de dois brasileiros com penas por tráfico de drogas.
“O presidente me disse que faria seus maiores esforços e disse que entendia as diferenças culturais e de hábitos entre os dois países. E eu entendo que as legislações são diferentes”, afirmou Dilma, que participa em Nova York da Assembleia-Geral da ONU.
Após o encontro bilateral, paralelo ao evento, a presidente afirmou que essa “é uma boa notícia para as famílias” dos brasileiros, mas evitou detalhar exatamente o que significariam os “melhores esforços” do colega indonésio.
“Mas, vou falar para vocês, eu senti uma melhora muito grande no ambiente.”
Os brasileiros são Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte.
Moreira foi condenado à morte em 2004 por tentar entrar no país com mais de 13 kg de cocaína escondidos dentro dos tubos da armação de uma asa-delta. Gularte foi pego igualmente com cocaína, no mesmo ano, só que a droga escondida numa prancha de surfe.
Em junho, um promotor indonésio chegou a anunciar que Archer, assim como outros presos estrangeiros, seria executado. O governo da Indonésia nunca confirmou.
A resposta de Yudhoyono a Dilma sinaliza que as penas podem ser convertidas a 20 anos de prisão, algo para o qual já houve precedentes.
Nenhum ocidental foi executado na Indonésia, o que faz o governo brasileiro ter esperança de reverter o caso.
Há cerca de 70 presos por tráfico condenados à morte no país, das mais diferentes procedências.
Pressões da Austrália e de países europeus acabaram detonando um movimento nacionalista no país, que acusa a “interferência estrangeira” e que potências querem “influenciar o Poder Judiciário” do país.
Em janeiro, Dilma marcou uma viagem ao país, onde já esteve em 2009, como ministra da Casa Civil, acompanhando o ex-presidente Lula.
Colaborou RICARDO GALLO







Boa, presidente. Agora falta pararem de condenar, por aqui, primários desarmados sem ligação com organizações criminosas, suspeitos, usuários, enfim, falta parar de condenar tantos não traficantes como traficantes a pena pior que morte: prisão nos infernos.
convido todos ajuntarem-se anos aqui http://www.facebook.com/groups/100270663439060/
e se quiserem conhecer a historia do Marco Archer, leia aqui.
http://www.ipetitions.com/petition/free-curumim/