O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse na quinta-feira (25) que o Estado não vai ceder às tentativas de intimidação do crime organizado ao matar policiais e atribuiu as mortes de civis a brigas de quadrilhas e acerto de contas. “O governo não vai retroagir um milímetro. É ir pra cima de criminoso. Polícia nas ruas e criminoso na cadeia”, afirmou.
Alckmin diz acreditar que os ataques contra policiais sejam causados pelo combate ao tráfico de drogas. “Isso impacta financeiramente o crime organizado, que é hoje muito baseado no tráfico, e leva à retaliação.” Ele citou a queda histórica de homicídios, mas admitiu que há momentos de “maior tensão” e de “embate” com o crime.
Quando questionado se as mortes de civis após assassinatos de PMs podem ser vingança de integrantes da corporação, ele preferiu citar outras causas. “Você tem ‘n’ motivos, tem pessoas que aproveitam esses momentos para acertar contas, briga por tráfico… E o governo investiga. Tolerância zero.”
Já o coronel Roberval Ferreira França, comandante-geral da PM, negou que a violência que já matou 86 PMs neste ano seja o motivo do crescimento dos assassinatos. “O principal aumento nos casos de homicídios ocorreu entre pessoas que não têm propensão ao crime, como homicidas passionais e aqueles que matam depois de brigar no trânsito ou dentro de casa”, explicou. “Não é possível atribuir o aumento dos homicídios a um suposto embate entre policiais e facção”, disse, contradizendo o próprio governador.
Vingança
Para especialistas, o governo deveria ter um discurso claro, voltado a coibir a vingança por parte dos policiais. “Precisamos de uma declaração que diga explicitamente que não é matando que a polícia vai conter essa onda”, disse a coordenadora do Núcleo de Análise de Dados do Instituto Sou da Paz, Ligia Rechenberg. “O que vemos nos últimos meses é exatamente o contrário, são declarações alimentando essa onda de violência. Dando carta branca”, afirmou.
Outra tendência criticada por quem trabalha com segurança pública é a de o Estado minimizar o poder de fogo do Primeiro Comando da Capital (PCC). Alckmin disse certa vez que “há muita lenda” sobre facções criminosas e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou que o grupo se resume a “30, 40 pessoas”. Segundo o especialista em segurança pública Guaracy Mingardi, no caso das máfias italianas e ítalo-americanas, foi fundamental que o problema não fosse minimizado. “Quando o Estado reconhece que existe, pode combater de fato. A melhor tática do diabo sempre foi fingir que não existe.”
Também consultor em segurança, o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva diz que a imprensa trata todos os crimes envolvendo policiais “como se fossem ataques diretos”. “Sei de assaltos nos quais o policial estava no estabelecimento, reagiu e morreu, não havia relação entre eles. Houve até uma situação em que um traficante descobriu que a mulher o traía com um policial e o assassinou.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.







Hoje é nitido que existe uma guerra entre o sistema de controle e o sistema paralelo, fico me perguntando, com a trafico de drogas da forma que vai, arrecadando dinheiro pra guerra poder ser financiada do outro lado, se houvesse uma atitude dos governos e houvesse uma regulamentação em relação as drogas, o sistema paralelo iria viver de que? é muita gente envolvida, iriam roubar bancos? sequestrar pessoas? mega empresários, jogadores de futebol, atores, politicos? esse é o medo de quem é contra a legalização hj?
medo de que “os bandidos desçam pro asfalto” e ataquem sua familia?
então hj conclui-se que a paz da “sociedade” esta sob controle porque o trafico ainda existe? os caras tentam ganhar o dinheiro deles dessa forma e ta tudo bem? ai usuario de droga, maconheiro que não tem opção de plantar em casa é taxado de bandido? contribuir a contra gosto é ser conivente com o trafico e o crime organizado? a consciência pesa quando vemos 200,00 saindo da carteira pra comprar maconha e saber que o destino desse dinheiro pode ser compra de munição e o governo não deixa vc plantar em casa pra consumo proprio.
não deixa, virgula, se vc fizer dentro de sua casa em segredo de estado não tem problema, antes isso do que financiar bandido, os traficantes que vc financiava vão ficar com aquela palha encalhada até venderem a preço de banana, mas o governo diz NÃO PODE PLANTAR pra vc, ele te obriga a financiar tudo isso, a atitude de mudança nesse caso é individual, cada um fazendo sua parte na medida do possivel.
pior disso são as pessoas no meio do tiro teio,
me ajuda ai Dilma…quero continuar feliz mas sem peso na consciência, deixa eu plantar minha presidenta, libera ai vai.
O Estado te obriga a financiar!?
Sem discutir se é ou não errado o uso de drogas, se você compra de um traficante você automaticamente financia a violência, porque VOCÊ QUER.
Qualquer pessoa com um mínimo de consciência não financiaria o crime sob o pretexto de satisfazer uma desejo tão supérfluo como o de usar drogas.