AFONSO BENITES
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
JOSMAR JOZINO
DO “AGORA”
Os arquivos da facção criminosa PCC, apreendidos pela polícia, registram que a organização faz pagamentos sistemáticos para policiais civis, além de supostos acordos feitos com PMs para atuarem juntos em assaltos.
Identificadas como “percas”, as informações constam de parte dos 400 documentos que já estão com a polícia e o Ministério Público, conforme revelou ontem a Folha. Uma espécie de livro-caixa do crime, os arquivos mostram que a facção atua em 123 das 645 cidades do Estado e tem nas ruas 1.343 bandidos.
Essa documentação já embasou ao menos duas denúncias judiciais de promotores e norteiam a atuação da polícia contra o crime organizado.
Nas planilhas, não há nome de policiais. Só são citadas a cidade ou a delegacia em que eles atuam e a situação em que a extorsão ocorreu.
As informações também aparecem quando a organização lista os devedores do mês. Em um dos registros, de 2011, um dos criminosos, identificado como Tucano, aparece com uma dívida de R$ 615 mil. O motivo: perdeu o valor para a polícia. Essa é a expressão usada pelos criminosos para dinheiro gasto em extorsão.
R$ 10 MIL POR SEMANA
Em um dos documentos, de 9 de agosto, apreendido na Baixada Santista, os criminosos afirmam que policiais de Mauá (Grande São Paulo), que já recebiam cerca de R$ 10 mil por semana, foram para Santo André e, se passando por policiais do Denarc (narcóticos), pediram mais dinheiro para não impedir o tráfico no local.
Nesse arquivo, os bandidos também relatam que outros policiais, dessa vez da 4ª delegacia do Patrimônio do Deic, prenderam, em 8 de agosto, uma traficante e exigiram R$ 100 mil para liberá-la.
Em negociação com os advogados, o valor caiu para R$ 10 mil em dinheiro, mais a droga apreendida e o carro.
Pelo relatório, o acerto caminhava para não ser fechado porque os policiais queriam ainda manter o flagrante da mulher, embora com o registro de uma quantidade menor de droga. O documento, porém, não revela o desfecho do caso.
“Resumindo: os policiais ficaram com o carro, com as drogas, com dinheiro do acerto se nós pagássemos e a menina ficaria presa do mesmo jeito. Olha as ideias desses policiais. Estão é tirando e subestimando a nossa inteligência”, diz trecho.
Os papéis revelam ainda um caso, de junho de 2011, de um criminoso identificado como Maguegui que diz ter pago R$ 150 mil para ser libertado por policiais do Deic.
“Eles falaram ainda que nós estávamos no lucro porque estava na mão deles. Porque se fosse a Rota nos matariam”, diz trecho do relatório.
Um arquivo de agosto do ano passado diz que os bandidos precisam levantar informações junto a policiais que roubam com eles, “principalmente PM”.
Os promotores responsáveis pelo caso dizem que somente uma investigação aprofundada poderá concluir se houve, de fato, propina. Mas não descartam a possibilidade de algum criminoso ter inventado a propina nos relatórios para justificar desvio de dinheiro da própria facção criminosa.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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è isso que eu, usuario de maconha, não quero financiar mais, quero plantar minha erva justamente pra não financiar bandido de farda.
bandido de farda e de gravata são mais criminosos do que os proprios bandidos.
dinheiro de propina para a continuidade da bandidagem, é isso que esse sistema paralelo não quer perder, esse sistema paralelo atua junto com o sistema dos bandidos, então nós que somos consumidores da erva vinda desse meio, pagamos e alimentamos esses dois sistemas, é isso que ninguem discute e ninguem tem coragem de falar.
o trafico só existe por essa causa, a policia libera porque recebe e os bandidos vendem porque a policia é corrompida e comprada,
idiota é quem acha que a legalização iria provocar cenários de desordem nacional, de aumento de consumo, de gente se drogando nas ruas, tudo especulação, a unica verdade da legalização é que esse financiamento iria acabar, policiais bandidos iriam ficar sem essa gorjeta extra, os bandidos mesmo teriam que fazer outra coisa, mas o que?
esse é o medo dos proibicionistas, dos especialistas de merda nenhuma, dessa sociedade falida encravada nessa ilusão de vida, desses moralistas que enchem o rabo de pinga e usam droga da mesma forma que eu, só que com uma diferença, eles podem compra a pinga no mercado eu tenho que ir no paralelo alimentar tudo isso pra ficar feliz.
é uma grande hipocrisia que se vive nesse mundo, quando o assunto é drogas, principalmente na questão de classificação das drogas.
hj a cerveja é comercializada na tv na hora do almoço, crianças estão assistindo o globo esporte, isso pode? isso não seria apologia ao consumo de cerveja? ou ao uso de droga?
minha dica? plante na sua casa e nunca fale pra ninguem, o seu melhor amigo pode ser um bocudo ou um invejoso, seu segredo é seu, de mais ninguem, quem quiser que financie traficante e esses sistemas de financiamento, eu to fora.
essa é a minha liberdade e eu não posso ser considerado traficante, pois a produção é só pra mim, então como posso ser traficante pra mim mesmo?
esse é o mundo invertido que vivemos, legal ne?