DAR – Desentorpecendo A Razão

Coletivo Antiproibicionista de São Paulo

Folha de S.Paulo

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) ocupam, desde o início da manhã, a favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. A comunidade já estava ocupada desde domingo por policiais civis que agora serão substituídos pelo Bope.

De acordo com o relações públicas do batalhão, o major Ivan Blaz, a unidade integra uma das fases que vai culminar com a inauguração de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Jacarezinho.

“O Bope entra para dar continuidade ao processo de ocupação. É importante falar que a PM entra para nunca mais sair”, garante o policial.

A expectativa da Secretaria de Segurança Pública é que até janeiro estejam instaladas as UPPs de Jacarezinho e da favela de Manguinhos. As duas, juntas com as comunidades da Varginha e da Mandela, estão ocupadas pelas forças de segurança desde domingo.

OCUPAÇÃO

Na manhã de domingo (14), cerca de 2.000 homens –entre fuzileiros navais e policiais militares– ocuparam o Complexo de Manguinhos e a favela do Jacarezinho. A operação conta com o apoio de 24 carros blindados e sete helicópteros.

Por volta das 10h, policiais civis e militares e fuzileiros navais hastearam as bandeiras do Estado do Rio e o do Brasil na rua Nossa Senhora dos Navegantes, no Complexo de Manguinhos. A ação simboliza a retomada das comunidades pelas forças de segurança.

Ao menos 104 usuários de crack foram apreendidos durante a ocupação. Do total, 89 são adultos e 15 são crianças e adolescentes. Todos foram levados para a Central de Triagem da prefeitura, no centro da cidade.

Na ação houve troca de tiros entre militares e criminosos no morro do Jacarezinho, mas não havia informações de feridos. Já em Manguinhos, houve apenas o aviso de chegada da tropa através de fogos de artifício.

Barricadas de ferro e concreto –montadas pelo tráfico– foram destruídas com a ajuda de retroescavadeiras. Um blindado da Marinha chegou a passar por cima de uma das barreiras montadas nas vias de acesso à favela de Manguinhos.

Na ação, também foram ocupadas as favelas Mandela e Varginha. A operação visa implantar nos próximos meses uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na região.

De acordo com o IPP (Instituto Pereira Passos), órgão municipal, 36.160 mil pessoas vivem nessas favelas, que pertencem ao Complexo de Manguinhos –localizado no entorno da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).


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