DAR – Desentorpecendo A Razão

Coletivo Antiproibicionista de São Paulo

Vídeo que teria motivado ataques em SC vaza na web

 

 

(Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)


Imagens mostram policiais agredindo detentos no Presídio Regional de Joinville. São detentos retirados das celas e levados a um pátio coberto por grades. Do lado do paredão há pelo menos dez homens vestidos de preto, em formação tática, equipados com armamentos e capacetes.

Tratam-se de agentes prisionais enviados de Florianópolis para uma operação pente-fino de surpresa. Seria uma ação padrão se os carceireiros do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap) não virassem protagonistas em cenas de tortura e abuso de autoridade.

Sem qualquer manifestação de resistência dos detentos, eles estouram bombas de efeito moral e disparam balas de borracha na direção dos presos, alguns tiros à queima-roupa. Gás de pimenta é lançado direto nos olhos. Também puxam detentos à força pelo pescoço.

Os ataques a ônibus teriam sido motivados após agressões nas penitenciárias de Santa Catarina.

Santa Catarina registra 43 atentados em menos de uma semana

Quatro dias após ter inicio os atentados já são 43 as ocorrências em 14 municípios catarinenses. As quatro regiões de Santa Catarina já estão no mapa dos atentados iniciados na noite da última quarta-feira.

Chapecó, no Oeste do Estado, foi surpreendida por volta das 2 horas da madrugada deste domingo com ações criminosas contra a garagem da prefeitura. Bandidos atearam fogo contra o prédio que logo foi contido pela Policia Militar e Bombeiros. Sete minutos depois, um micro-ônibus foi incendiado no bairro Jardim América.

Vinte pessoas foram detidas e um suspeito de cometer os atentados foi morto após troca de tiros com a polícia. Jean de Oliveira, que conduzia uma moto foi morto após tentar atirar em um policial militar que estava de folga em Joinville, no Norte do Estado. Às 3h15 da madrugada deste domingo, o policial acionou uma viatura e houve perseguição e troca de tiros até Jean ser atingido na cabeça. O caroneiro da motocicleta Jaison Cordeiro, de 22 anos, foi preso com algumas lesões.

Além dos incêndios provocados em Chapecó e a morte de um suspeito, a PM registrou outros três incêndios em ônibus de transporte público e em duas carretas particulares. Registro também de disparos e o lançamento de um coquetel molotov contra a casa de um policial civil em Criciúma, contra duas delegacias e três subprefeituras. Em Maracajá, no Sul do Estado, duas carretas, sendo uma carregada de combustível, foram totalmente destruídas pelo fogo no pátio de um posto enquanto os motoristas jantavam. Em São Francisco do Sul, no Norte, um ônibus foi destruído parcialmente pelo fogo devido a ação de criminosos. Na mesma cidade, dois homens lançaram um coquetel molotov contra uma base da PM. O fogo foi controlado pelos policiais que estavam no local.

Também no Norte, em Joinville, dois homens em uma motocicleta efetuaram quatro disparos contra uma base da PM. Havia policiais no local, mas os tiros não atingiram o prédio. Na mesma região, em Araquari, limítrofe à Joinville, quatro homens colocaram fogo em uma das salas da subprefeitura. Mobília e computadores foram destruídos completamente. Florianópolis, que está entre as cidades com o maior número de atentados (6), perdendo apenas para Joinville (5), não teve registro de ocorrência do gênero até o início da tarde desde domingo.

10 Comentários

  1. MARMO disse:

    Para vossa informação…Nem Maracajá escapa…Maracajá, Tubarão, Crisciúma etc…tá feia a coisa.
    Falando em Marajá, cadê o Evaristo de Lucca (ou Evaristo de Maracajá)

  2. Lao Moraes disse:

    Lamentável! A tortura é o comportamento mais estúpido e repulsivo, praticado pelo ser humano.

  3. Jaqueline disse:

    Tá eu não sou a favor da violência nunca, muito menos da covardia, porém vamos combinar que esse tipo de violência e covardia perto do que essas pessoas fazem com suas vítimas é fichinha né? Claro que não justifica nada disso e sabe-se exatamente quem são os culpados pela marginalização e pela criminalidade em nosso país, mas, acredito que se compararmos a violência que cada um desses indivíduos praticaram ao longo das extensas fichas criminais talvez essa ai nem chegue perto.

    • angelo disse:

      Errado. A maioria dessas pessoas não fez nada contra integridade física de ninguém, pelo menos por enquanto, enquanto ainda não enlouqueceram de ódio… A maioria é de réus primarios, flagrados com pequena quantidade de droga, desarmada, sem ligação com crime organizado. Fora os inocentes condenados pelo linxamento público e/ou pela mídia. E mesmo contra criminosos violentos, é inadmissível a tortura.

      Torturam dentro dos presídios e provocam aumento da violência aqui fora. Comentam na internet praguejando até contra comida que detentos comem em masmorras medievais e provocam aumento da violência aqui fora. Quem lucra: datenas da vida e indústria bélica.

  4. Rodolfo disse:

    E ainda tem gente que fala que os bandidos aqui são bem tratados ou ´´mimados´´ demais.

  5. Mateus Barbosa Verdu disse:

    Olá a todas (os), boa tarde.

    Tenho dúvidas quanto a reflexão que o coletivo dar manifesta. No sentido de esclarecimento, alguém poderia me explicar os motivos ou pautas que levam o grupo a acreditar na liberação das drogas como algo benéfico. Faço este questionamento, pois tenho interesses distintos quanto às manifestações sociais, políticas e culturais. Gostaria de ouvi-los.

    A todas (os), uma ótima semana.

    • coletivodar disse:

      Olá, Mateus,

      partimos da ideia de que a “guerra às drogas” causa mais malefícios do que as próprias substâncias que ela tenta combater. Entendemos que a política proibicionista acaba servindo não para o bem estar, mas para a criminalização de setores da sociedade. Para entender melhor o ponto de vista do coletivo, faço um convite para a leitura dos seguintes textos:

      Quem Somos: http://coletivodar.org/quem-somos/

      A Razão Entorpecida: http://coletivodar.org/about-2/

      Um abraço


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