DAR – Desentorpecendo A Razão

Coletivo Antiproibicionista de São Paulo

upface

Via: Laboratório Dhs Manguinhos Redeccap

“Estamos de Luto e em Luta!

Nosso mano Matheus Oliveira Casé, de 16 anos, faleceu após receber um tiro um tiro de pistola taser (arma de eletrochoque) de policiais UPP de Manguinhos, próximo a Praça Américo Júnior-Vila Turismo. Houve demora e até recusa em atendê-lo pela polícia, que, levado para a UPA, não resistiu e veio a falecer neste local.

Revoltada, a comunidade saiu às ruas e houveram diversos conflitos com os militares, que, na hora da entrada e saída das escolas, por volta das 12h30, tentavam conter os diversos grupos de protestantes por entre as vielas da favela, fortemente armados com fuzis e pistolas. Um dos amigos de Matheus, foi agredido a socos e ponta-pés e levado preso pela polícia. A violência foi exibida nos telejornais. Outro atirou frontalmente contra a multidão com um pistola Magnum 357 de uso particular…

Um dos ativistas do Laboratório de Direitos Humanos de Manguinhos também foi abordado pelos policiais que lhe tomaram o celular com o qual registrava a situação de conflito e o agrediram, com socos.

A revolta mais uma vez eclodiu em uma comunidade marcada pela enchente, pelas ruínas e escombros, em uma situação de calamidade. Em uma das escolas de Manguinhos, a Albino Souza Cruz, as crianças estão sem luz e sem água potável há cerca de um mês. Ratos, entre outros vetores, se multiplicam por entre os diversos reservatórios de água deixados pelas obras do PAC-Manguinhos. O cenário é desumano!

Matheus era nosso irmão. Sua avó, por muitas vezes, saciou nossa fome. Hoje nos faremos mais fortes para lutar em seu nome!”

Repercussão

Policiais de UPP afastados após tiros em Manguinhos

O Dia

Cinegrafista da TV Record filma reação e abordagem suspeita de PMs na comunidade. Moradores protestavam contra a morte de um adolescente ocorrida horas antes

POR MARIA INEZ MAGALHAES

Três policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos foram afastados nesta quinta-feira das ruas. Na quarta-feira, a TV Record flagrou dois deles atirando com armas de fogo contra moradores, e um outro agredindo um homem que já estava dominado por outros PMs durante uma manifestação na comunidade.

O Comando de Polícia Pacificadora (CPP) abriu ainda averiguação sumária para apurar a conduta dos policiais envolvidos na ação e instaurou Inquérito Policial Militar (IPM).

PM atira durante protesto por morte de morador | Foto: Reprodução

A truculência dos policiais aconteceu durante o protesto contra a morte de Mateus Oliveira Casé, de 17 anos. O policiamento teve que ser reforçado em Manguinhos. Nas imagens, exibidas no programa “Balanço Geral”, dois PMs sacam as pistolas calibre ponto 40 e disparam contra os moradores. As cenas mostram ainda um PM dando chutes nas pernas de um homem que já estava dominado por dois policiais.

Protesto de moradores é brutalmente reprimido pela PM

Mateus chegara morto à UPA de Manguinhos quarta-feira. Parentes do jovem e moradores afirmam que ele morreu após levar choque da arma de policiais da UPP da favela.

Eles denunciaram ainda que os PMs não socorrem Mateus, que foi levado à UPA por moradores. O CPP, no entanto, nega que os PMs de Manguinhos usem esse tipo de armamento, mas confirmou que o adolescente foi abordado e liberado porque nada foi encontrado com ele.

Policial agride rapaz que estava sendo preso | Foto: Reprodução

Burocracia impede enterro de jovem e revolta família

O corpo de Mateus ainda não foi enterrado. Segundo parentes, a falta de carimbo e assinatura de um legista no atestado de óbito dele impediu que o corpo fosse liberado. “Só vimos isso no cartório. Tivemos que voltar ao IML (Instituto Médico-Legal). Perdemos muito tempo”, reclamou uma tia de Mateus.

A causa da morte do adolescente está sendo investigada pela 21ª DP (Bonsucesso). Nesta quinta-feira, PMs da UPP Cidade de Deus foram afastados do trabalho. O CPP abriu procedimento para apurar a ação deles na favela em que foi baleado o motoboy Paulo Henrique dos Santos Benedito, de 25 anos, que está em estado grave.

Moradores de Manguinhos acusam policial de UPP de ter matado jovem com choque; PM nega

Do Extra

Herculano Barreto Filho

A morte do adolescente Mateus Oliveira Casé, de 17 anos, vítima de uma parada cardíaca na madrugada desta quarta-feira, causou revolta nos moradores da Vila Turismo, em Manguinhos, comunidade na Zona Norte do Rio. Segundo eles, o jovem foi eletrocutado por um policial militar da UPP da comunidade durante uma abordagem. Ele foi socorrido pelos próprios moradores e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, mas morreu a caminho do local.

– Ele estava brincando comigo e falou: “Vai morrer”. Aí, os policiais acharam que era com eles. Um deles veio e deu choque nele. Aí, o Mateus caiu e bateu com a cabeça na calçada. Eles (os policiais) nem socorreram. Só falaram: “Daqui a duas horas, ele vai acordar”. Ele chegou morto na UPA – contou uma jovem de 19 anos, que disse que estava com Mateus no momento da abordagem.

Mateus possuía seis anotações, como menor infrator – duas por tráfico, duas por furto, uma por tentativa de motim e uma por ameaça. A última delas ocorreu em 31 de dezembro do ano passado, quando foi detido após furtar um turista. De acordo com moradores, o adolescente usou drogas na madrugada desta quarta-feira.

Em nota, a assessoria de imprensa da UPP confirmou que foi feita uma revista de rotina no jovem. Como nada foi encontrado, ele foi liberado. Entretanto, a UPP nega que o policial tenha usado equipamento de choque. Segundo a nota, a unidade não possui esse tipo de equipamento não-letal. Ainda de acordo com a nota, os médicos da UPA que atenderam o jovem não encontraram marcas de violência no corpo.

Abaixo, a íntegra da nota:

“Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos fizeram uma revista de rotina, na manhã desta quarta-feira (20/3) a um menor de 16 anos na comunidade Vila Turismo, pertencente à área de atuação da UPP. Durante a revista, nada foi encontrado com ele e em seguida foi liberado. De acordo com informações de testemunhas, o jovem estava sob o efeito do uso de drogas e desmaiou minutos depois, sendo encaminhado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, vindo a óbito no local. A informação de truculência policial sob o uso do equipamento de choque Taser é improcedente haja vista que a unidade ainda não dispõe deste tipo de equipamento não letal. De acordo com médicos da UPA, o jovem não apresenta nenhuma marca de violência no corpo, consequência do uso deste tipo de equipamento”.

5 Comentários

  1. Gustavo Borba disse:

    Primeiro vocês comemorar que policiais não podem mais socorrer vítimas de confrontos com a polícia para evitar execuções, depois acham ruim que a polícia não socorreu este jovem e ele veio a falecer.

    • Carvalho disse:

      claro, Gustavo, a polícia aparentemente só causou o bem na vida dele.

    • Jeferson disse:

      Na minha opinião que sou morador de comunidade esse rapaz estavam sim usando drogas, qual a pessoa que tem uma vida normal vai fica as 5h da manhã em uma praça, só pode ser um usuario de drogas sim. Porque aqui na comunidade que eu moro isso é normal quando eu vou sair pro trabalho eles estarem reunidos e fazendo uso de maconha e cocaina…

  2. […] MUCA, “Tortura de Camelô”,  em 2/03/2011, assim como a morte do Mateus no dia 17/03/2013, adolescente de 17 anos em Manguinhos, nas duas situações com o uso de armamento não letal, o […]

  3. […] MUCA, “Tortura de Camelô”,  em 2/03/2011, assim como a morte do Mateus no dia 17/03/2013,adolescente de 17 anos em Manguinhos, nas duas situações com o uso de armamento não letal, o […]


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