
Feia, Forte e Formal: a história da Animal
por Luciano Guerson André
“O número um aterrissou nas bancas em 1988. Se hoje nenhum leitor se surpreende com publicações luxuosas, naquela época era algo raro ver um tÃtulo em quadrinhos com acabamento gráfico tão bom: a revista era impressa em diferentes papéis: couché de alta gramatura para as histórias coloridas, outras em off-set paras as em preto-e-branco e algumas em jornal, para o fanzine Mau, que ocupava suas páginas centrais.
A Animal não deixava nada a dever à s melhores revistas internacionais que lhe serviram de modelo, como a norte-americana Heavy Metal, a francesa L’Echo des Savanes, a espanhola El VÃbora ou a italiana Frigidaire. O conteúdo era uma impressionante amostra da produção de alguns dos melhores artistas europeus, norte-americanos e brasileiros do perÃodo, mesclando autores consagrados com o melhor da vanguarda.”
Nota do DAR: se hoje temos medo de falar abertamente sobre drogas, seus efeitos, os causos, histórias, problemas, soluções, o zine Mau na década de 80 já dava a tom de como seria mais interessante em tratar o tema: de forma aberta, franca, sem rodeios.