• Home
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
  • Podcast
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Podcast
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
Abril 22, 2010

Contribuição sobre Drogas ao CONJUVE

Nos dias 8 e 9 de Abril de 2010, em Brasília, ocorreu a IV Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE, conselho consultivo das Políticas Públicas de Juventude, composto por representantes de entidades da sociedade civil e do governo, tem por objetivo assessorar o governo federal na formulação de diretrizes da ação governamental; promover estudos e pesquisas acerca da realidade socioeconômica juvenil; e assegurar que a Política Nacional de Juventude do Governo Federal seja conduzida por meio do reconhecimento dos direitos e das capacidades dos jovens e da ampliação da participação cidadão.

Estiveram em pauta as prioridades e o plano de ação do CONJUVE. Os e as presentes assumiram como prioridade a oficialização das Políticas Públicas de Juventude – PPJ – como políticas de Estado, o fortalecimento da Rede de Conselhos, a reedição do Pacto da Juventude e a convocação da II Conferência Nacional de Juventude – CNJ. A fim de operacionalizar essas prioridades e efetivar o debate de pautas tidas como significativas para o momento político, foram instalados seis Grupos de Trabalho – GT, um para cada das prioridades além dos GTs Juventude pelo Meio Ambiente, com o propósito de institucionalizar o Programa Nacional de Juventude pelo Meio Ambiente. Ocorreram também discussões sobre um possível GT do Crack, proposto para aprofundar as análises do CONJUVE sobre esta pauta.

Este último GT merece atenção, tendo em vista a significância da pauta para as populações jovens. Inicialmente, tal GT foi proposto como GT Crack. A partir da articulação de setores do movimento antiproibicionista foi elaborado um documento de defesa da ampliação do debate, numa concepção integradora, diversa e alinhada com os acúmulos dos movimentos sociais. Propondo assim o GT Drogas.

Durante as discussões em plenária a Conselheira do Ministério da Saúde argumenta a possibilidade de participação de Conselheiros e Conselheiras do CONJUVE no GT Crack do Ministério, se posicionando por uma possível não criação do GT no CONJUVE. Reconhecemos a importância do diálogo proposto, entretanto, não podemos, os jovens, realizar o debate sobre Drogas numa perspectiva exclusiva da Saúde, em detrimento da observação complexa sobre outros aspectos como a educação, acesso a oportunidades, espaço urbano, cultura, economia, violência e segurança publica, também vinculada ao contexto internacional. Tão pouco, podemos cair nos riscos de realizar o debate somente sobre o Crack e assumir uma postura repressiva de debate e construção de políticas públicas.

Foi apresentado aos envolvidos com a discussão o documento elaborado e o encaminhamento geral foi pela criação de uma comissão de diálogo com o Ministério da Saúde. É muito importante que se de continuidade à disputa pelo GT Drogas no CONJUVE, pautada pelas visões dos diversos movimentos Essa articulação criaria espaço para inserir uma perspectiva diferente no debate dentro do governo e produzir avaliações críticas sobre programas como PRONASCI, PROTEJO, SAÚDE, PONTOS DE CULTURA e SEGUNDO TEMPO.

Cabe aos movimentos sociais, de juventudes, produzirem posicionamentos, contribuições e críticas sobre a atuação dos Conselheiros e Conselheiras do CONJUVE, bem como sobre as Políticas Públicas nacionais. Criar demandas, provocar e reivindicar o debate e cobrar que sejam legitimados os posicionamentos da sociedade é um caminho saudável e construtivo, que pode produzir significantes resultados na realidade pública nacional e internacional.

Importante também que o CONJUVE se posicione sobre a criminalização do debate sobre as Drogas e a proibição das Marcha da Maconha no Brasil. Seria a legitimação de uma proposta séria, legítima e necessária.

Veja a íntegra do documento

Vale lembrar que não é uma construção exclusiva do Coletivo DAR, tendo sido elaborado por diversas mãos.

Aos conselheiros Nacionais da Juventude,

Primeiro gostaríamos de parabenizar o Conselho Nacional da Juventude, […] por propor a discussão do tema “crack” entre seus mais relevantes grupos de trabalho. Embora de suma importância como uma das drogas de maior consumo no Brasil, cremos que deveríamos aproveitar o Conselho para discutir de forma mais abrangente “Políticas Públicas sobre Drogas” sob o ponto de vista dos jovens brasileiros.

Segundo o Ministro de Cultura Juca Ferreira, do Governo Federal,

“Com “droga”, ou sem “droga”, os seres humanos, ao longo do tempo, têm buscado ampliar o horizonte do real. Isto parece ser algo intrínseco à sua natureza cultural. Precisamos escapar de uma visão simplista sobre o assunto, este tema precisa ser abordado de uma maneira multidisciplinar. A sua compreensão envolve a consideração de diversos aspectos: farmacológicos, biológicos, psicológicos, e, também, os socioculturais. Não se trata de desconsiderar os riscos e as complexidades bioquímicas do uso dessas substâncias, mas de abrir mais espaço para este tipo de reflexão. O Ocidente está perdendo a guerra das drogas. A militarização está ancorada em uma visão simplória que não consegue distinguir e analisar as diversas facetas que envolvem essa questão. Um novo ponto de vista, apoiado na redução de danos, tem emergido no mundo inteiro, com apoio de vários cientistas, inclusive com a participação de vários ganhadores do Prêmio Nobel. No Brasil, há alguns anos acompanhamos um saudável amadurecimento acadêmico das pesquisas e dos estudos sobre os usos de drogas [1].


O Ministro de Cultura Juca Ferreira se baseia no fato de que os recentes estudos brasileiros no tema demonstram que o consumo de drogas no Brasil segue o padrão mundial, e na escalada da produção e consumo de drogas (especialmente aquelas tornadas ilícitas), o uso de cocaína (incluindo aí o uso fumado de crack) e o uso de meta-anfetaminas cresce de maneira impressionante, mas estas não são as únicas drogas que circulam em nosso meio [2,3]. Entre a população de usuários, a maioria encontra-se na faixa de 13-18 anos de idade e portanto a juventude é a principal consumidora de drogas tornadas ilícitas [4]. O uso indevido de drogas pode trazer uma série de consequências sociais e à saúde e afetar de maneira importante a vida da juventude brasileira [5].

Setores da imprensa tradicional tentam reportar o fenômeno das drogas tornadas ilícitas como um fenômeno exclusivamente associado ao crime, sempre se reportando as minorias como responsáveis pelo fenômeno. São negros e pobres acusados de liderarem o tráfico (expressão ideológica que define a produção e circulação de drogas tornadas ilícitas); mulheres presas como “traficantes” (outra expressão ideológica que designa às pessoas responsáveis pela circulação de drogas tornadas ilícitas) por serem cúmplices de seus parceiros; lideranças religiosas confundidas com “traficantes” e jovens quase sempre nas manchetes como bandidos [6,7]. É necessário, porém, refletirmos sobre as reais condições destes agentes, em meio à uma rede na qual violência, extorsão e corrupção são as regras – e daí, tirarmos a conclusão de que é sempre mais fácil elencarmos bodes expiatórios. A criminalização e o estigma das pessoas que acabam sendo presas ou moralmente condenadas por crimes relacionados à produção, circulação e consumo de drogas tornadas ilícitas, de certa forma é semelhante com o que foi feito com a demonização da comunidade gay, no início da epidemia de Aids.

Felizmente, a sociedade brasileira é diversa e se avolumam os que querem mudanças.
Neste momento o Congresso Nacional debate por iniciativa do Vice-Líder do Partido dos Trabalhadores, Deputado Paulo Teixeira, como aperfeiçoar a legislação e a política de drogas do Brasil [8].

A academia debate o problema sob diversos ângulos, com a publicação de textos leigos, artigos científicos, organização de seminários, debates na internet, lançamento de livros, etc [9,10].

Profissionais de saúde ligados às Secretarias Municipais, Estaduais e ao Ministério da Saúde implementam programas de Redução de Danos e implantam Centros de Atenção Psicossocial para álcool e outras drogas (CAPSad) [11].

O Ministério da Educação e Secretarias Estaduais e Municipais debatem o mesmo tema, e avaliam como melhor inserí-lo nos currículos escolares [12].

Ministros de Estado como Carlos Minc, Juca Ferreira, Paulo Vanucci e Tarso Genro, dentre outros, têm debatido publicamente que é necessário mudar a política pública sobre drogas no Brasil [13-16].

A sociedade civil organizada, através de movimentos que vão desde entidades religiosas à setores antiproibicionistas, discutem que mudanças na política sobre as drogas tornadas ilícitas são urgentes e necessárias [17].

Usuários destas drogas tornadas ilícitas se organizam para garantir direitos ameaçados, ampliar o direito à informação, garantias de liberdade de expressão, conquistar o direito de ir às ruas e protestar por mudanças políticas, culturais [18], pelo fim da legislação jurídica sobre o uso do corpo e por liberdades civis.
O Ministério das Relações Exteriores tem se destacado por uma postura firme e progressista, ao lado do que há de mais avançado no mundo, a favor de uma política pública de Redução de Danos e contra uma política tacanha e militarizada de “Guerra contra as drogas”. Um dos últimos baluartes mundiais promotor da “guerra contra as drogas”, os Estados Unidos da América, mudou de posição com o final do Governo Bush. Na última reunião do CND (Comissão de Narcóticos) da ONU a delegação Norte Americana já defendeu propostas de Redução de Danos abertamente [19], manobra que segue, de algum modo, o direcionamento de políticas públicas de saúde, preocupadas com o acesso universal dos cidadãos, que até bem pouco tempo somente acessavam serviços de saúde a um alto preço.

Órgãos da ONU como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC), o Programa de AIDS das Nações Unidas (UNAIDS), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e outros organismos das Nações Unidas têm uma postura mais avançada em relação as políticas públicas sobre drogas, e esta é baseada, além de modelos de tratamento pautados no acolhimento e na escuta visando projetos terapêuticos individuais, também na Redução de Danos e em abordagens preventivas que promovam sobretudo a autonomia e a responsabilização individual, ao invés da estigmatização e da cultura pouco dialógica do “drogas, nem morto”. De certo modo, estes novos olhares são conquistas do paradigma da Redução de Danos, que ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é excludente à possibilidade de tratamento ou prevenção, desde que tenha como parâmetros não a utópica sociedade sem drogas, mas sim, um acolhimento mais eficaz destas demandas [20].

No mundo todo e no Brasil, todos os setores da sociedade constataram que o que está aí não funciona, e que é preciso mudar. Nós, jovens, somos o setor mais afetado da sociedade, e curiosamente não estamos inseridos neste debate de forma mais ampla. É inaceitável que o Conselho Nacional da Juventude esteja de fora de questões tão abrangentes, que nos afetam e interessam diretamente.

Isto posto, sugerimos que o GT proposto de maneira muito apropriada para tratar de crack, amplie seus horizontes e discuta “Políticas Públicas sobre Drogas que interessem à Juventude”.

Com o intuito de não propormos isto sozinho, trazemos aqui assinaturas de personalidades relevantes no tema no Brasil e do Mundo que se somam com este pleito de que o Conselho Nacional da Juventude trate com afinco este tema. Tomara que cheguemos a um consenso de que este é o momento de formarmos um GT sobre “Políticas Públicas sobre Drogas que interessem à Juventude”.

Bibliografia

[1] – Pronunciamento do Ministro da Cultura do Governo do Brasil, Juca Ferreira, durante o lançamento do livro: “Drogas e Cultura: novas perspectivas” de Bia Labate e colaboradores, em São Paulo, 23 de março de 2010.
[2] – Relatório Mundial sobre Drogas, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, em http://www.unodc.org/brazil/pt/ASCOM_20090624.html
[3] – UNODC aponta para o crescimento do consumo de drogas sintéticas no Brasil em http://www.unodc.org/brazil/pt/pressrelease_20080909.html
[4] – Galduróz JCF, Noto AR, Carlini EA. Tendências do uso de drogas no Brasil: síntese dos resultados obtidos sobre o uso de drogas entre estudantes de 1º e 2º graus em 10 capitais brasileiras. São Paulo: Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas ¾ CEBRID/UNIFESP; 1997
[5] – Ver artigo no Correio Braziliense de Fábio Mesquita em http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=47253
[6] – Ver tese da Dra Luciana Boiteux http://www.olharvirtual.ufrj.br/2009/?id_edicao=261&codigo=3
[7] – Ver Ethan Nadelman em http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=131&iditens=278
[8] – Deputado Paulo Teixeira em o Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/03/ineficacia-no-combate-violencia-coloca-em-pauta-revisao-da-lei-antidrogas-914579860.asp Novembro de 2009.
[9] – Ver site de Bia Labate http://www.bialabate.net/page/3
[10] – Ver site do NEIP http://www.neip.info/
[11] – Ver site do Ministério da Saúde do Brasil em http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS21AF2FB2PTBRIE.htm
[12] – Ver site do Ministério da Educação http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13780:curso-de-prevencao-do-uso-de-drogas-abre-25-mil-vagas&catid=211
[13] – Ver Ministro Carlos Minc no http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/em-show-de-reggae-minc-defende-descriminalizacao-das-drogas-assista
[14] – Ver Ministro Paulo Vanucci em http://www.pauloteixeira13.com.br/novidades/?smenu=1&idnoticias=665
[15] – Ministro Juca Ferreira mencionado anteriormente nesta pagina
[16] – Ver Ministro Tarso Genro no Vermelho http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/?p=18713
[17] – Ver sites de coletivos antiproibicionistas situados em diversas capitais brasileiras, como www.growroom.net, www.coletivodar.wordpress.com, www.redeananda.org, www.principioativo.org; fóruns de discussão, como www.marchadamaconha.org, www.hempadao.ning.com ou de demais setores da sociedade civil, como a ONG Viva Rio, www.vivario.org.br
[18] – Ver Marcha da Maconha em www.marchadamaconha.org
[19] – Ver posição dos Estados Unidos no CND em http://www.comunidadesegura.org/pt-br/MATERIA-Um-pequeno-passo-para-a-humanidade
[20] – Diversos órgãos da ONU e suas posições sobre drogas e Redução de Danos podem ser vistos em www.who.int ; www.unodc.org ; www.unaids.org ou http://www.ihrablog.net/2009/10/un-human-rights-council-backs-harm.html

Comments

comments

Nos ajude a melhorar o sítio! Caso repare um erro, notifique para nós!

Recent Posts

  • NOV 26 NÓS SOMOS OS 43 – Ação de solidariedade a Ayotzinapa
  • Quem foi a primeira mulher a usar LSD
  • Cloroquina, crack e tratamentos de morte
  • Polícia abre inquérito em perseguição política contra A Craco Resiste
  • Um jeito de plantar maconha (dentro de casa)

Recent Comments

  1. DAR – Desentorpecendo A Razão em Guerras às drogas: a consolidação de um Estado racista
  2. No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime em No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime
  3. DAR – Desentorpecendo A Razão – Um canceriano sem lar. em “Espetáculo de liberdade”: Marcha da Maconha SP deixou saudade!
  4. 10 motivos para legalizar a maconha – Verão da Lata em Visitei um clube canábico no Uruguai e devia ter ficado por lá
  5. Argyreia Nervosa e Redução de Danos – RD com Logan em Anvisa anuncia proibição da Sálvia Divinorum e do LSA

Archives

  • Março 2022
  • Dezembro 2021
  • Setembro 2021
  • Agosto 2021
  • Julho 2021
  • Maio 2021
  • Abril 2021
  • Março 2021
  • Fevereiro 2021
  • Janeiro 2021
  • Dezembro 2020
  • Novembro 2020
  • Outubro 2020
  • Setembro 2020
  • Agosto 2020
  • Julho 2020
  • Junho 2020
  • Março 2019
  • Setembro 2018
  • Junho 2018
  • Maio 2018
  • Abril 2018
  • Março 2018
  • Fevereiro 2018
  • Dezembro 2017
  • Novembro 2017
  • Outubro 2017
  • Agosto 2017
  • Julho 2017
  • Junho 2017
  • Maio 2017
  • Abril 2017
  • Março 2017
  • Janeiro 2017
  • Dezembro 2016
  • Novembro 2016
  • Setembro 2016
  • Agosto 2016
  • Julho 2016
  • Junho 2016
  • Maio 2016
  • Abril 2016
  • Março 2016
  • Fevereiro 2016
  • Janeiro 2016
  • Dezembro 2015
  • Novembro 2015
  • Outubro 2015
  • Setembro 2015
  • Agosto 2015
  • Julho 2015
  • Junho 2015
  • Maio 2015
  • Abril 2015
  • Março 2015
  • Fevereiro 2015
  • Janeiro 2015
  • Dezembro 2014
  • Novembro 2014
  • Outubro 2014
  • Setembro 2014
  • Agosto 2014
  • Julho 2014
  • Junho 2014
  • Maio 2014
  • Abril 2014
  • Março 2014
  • Fevereiro 2014
  • Janeiro 2014
  • Dezembro 2013
  • Novembro 2013
  • Outubro 2013
  • Setembro 2013
  • Agosto 2013
  • Julho 2013
  • Junho 2013
  • Maio 2013
  • Abril 2013
  • Março 2013
  • Fevereiro 2013
  • Janeiro 2013
  • Dezembro 2012
  • Novembro 2012
  • Outubro 2012
  • Setembro 2012
  • Agosto 2012
  • Julho 2012
  • Junho 2012
  • Maio 2012
  • Abril 2012
  • Março 2012
  • Fevereiro 2012
  • Janeiro 2012
  • Dezembro 2011
  • Novembro 2011
  • Outubro 2011
  • Setembro 2011
  • Agosto 2011
  • Julho 2011
  • Junho 2011
  • Maio 2011
  • Abril 2011
  • Março 2011
  • Fevereiro 2011
  • Janeiro 2011
  • Dezembro 2010
  • Novembro 2010
  • Outubro 2010
  • Setembro 2010
  • Agosto 2010
  • Julho 2010
  • Junho 2010
  • Maio 2010
  • Abril 2010
  • Março 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Outubro 2009
  • Setembro 2009
  • Agosto 2009
  • Julho 2009

Categories

  • Abre a roda
  • Abusos da polí­cia
  • Antiproibicionismo
  • Cartas na mesa
  • Criminalização da pobreza
  • Cultura
  • Cultura pra DAR
  • DAR – Conteúdo próprio
  • Destaque 01
  • Destaque 02
  • Dica Do DAR
  • Direitos Humanos
  • Entrevistas
  • Eventos
  • Galerias de fotos
  • História
  • Internacional
  • Justiça
  • Marcha da Maconha
  • Medicina
  • Mídia/Notí­cias
  • Mí­dia
  • Podcast
  • Polí­tica
  • Redução de Danos
  • Saúde
  • Saúde Mental
  • Segurança
  • Sem tema
  • Sistema Carcerário
  • Traduções
  • Uncategorized
  • Vídeos