• Home
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
  • Podcast
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Podcast
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
Junho 17, 2011

40 anos de guerra às drogas – É hora de paz

Depois de 40 anos de “Guerra às Drogas”

 

É hora de paz

 

Hoje, 17 de junho de 2011, completam-se 40 anos da “guerra às drogas” declarada pelo Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon. Desde então, um paradigma proibicionista, repressivo e de tolerância zero tornou-se uma imposição política global, cujos custos e resultados na América Latina não são nada menos que um desastre: foi observado um constante aumento da produção e do consumo de drogas na região, e o desenvolvimento de uma economia ilegal de enormes proporções gerou a intensificação da violência, a criminalização de grandes parcelas da população e um crescimento exponencial das violações aos Direitos Humanos por todo o continente.

 

Como nunca antes, a chamada guerra contra as drogas ameaça a segurança, as instituições democráticas e o desenvolvimento hemisférico. As fronteiras, em muitos sentidos, tornaram-se irrelevantes para uma dinâmica econômica que transcende países e governos, de modo tal que um problema global afeta gravemente milhares de comunidades em toda a região.

 

Os efeitos sociais dessa guerra são devastadores:

 

– O peso da aplicação da lei recai sobre os mais vulneráveis: desempregados, camponeses, indígenas, migrantes, mulheres.

 

– A criminalização dos usuários confunde o campo das políticas de saúde com as de segurança.

 

– Os sistemas de saúde são insuficientes para enfrentar um problema crescente de saúde pública que transcende inclusive o uso de drogas e se estende a epidemias como a de HIV/AIDS, da hepatite e da tuberculose.

 

– Os sistemas prisionais e de Justiça se encontram à beira do colapso.

 

– A participação das Forças Armadas aumentou substancialmente as violações aos Direitos Humanos.

 

– As instituições democráticas sofrem imensas pressões por parte de grandes interesses, que se empenham em mantê-las frágeis para garantir seus negócios.

 

– As máfias e o crime organizado se consolidaram na região e progressivamente ampliam seus interesses a outras atividades ilegais igualmente rentáveis.

 

Apesar de tudo isso, nós, organizações que fazemos parte do braço latino-americano do Consórcio Internacional de Política de Drogas (IDPC), reivindicamos o direito democrático de todos os povos do continente de corrigir tudo nessa guerra que não tem funcionado, e exigimos uma mudança na estratégia para que:

 

– Todas as políticas sobre drogas equilibrem as prioridades de saúde e as de segurança, partam de bases científicas e empíricas, respeitem os Direitos Humanos e se sujeitem a avaliações objetivas, imparciais e periódicas com participação da sociedade civil.

 

– Seus objetivos sejam focados em solucionar problemas locais concretos e em conter as consequências negativas das drogas de acordo com as prioridades das próprias comunidades afetadas.

 

– Participem e coordenem de forma efetiva todas as instâncias institucionais responsáveis, o que inclui também as instituições de saúde, desenvolvimento social e educação de cada país.

 

– A política sobre drogas conte com recursos suficientes e equilibrados em matéria de saúde, prevenção, educação, desenvolvimento social e segurança, de acordo com critérios de redução de riscos e danos.

 

– As estratégias governamentais para a redução dos cultivos ilegais se baseem na promoção do desenvolvimento econômico e na promoção dos serviços básicos.

 

– Se desenvolva uma cultura de não-discriminação aos usuários de drogas, de modo tal que eles possam encontrar apoio nas instituições, ao invés de perseguição e criminalização, especialmente entre as populações marginalizadas.

 

– As leis de drogas observem a proporcionalidade na tipificação do delito e das penas e contemplem também sanções alternativas para aqueles que, ao infringir as leis, não tenham cometido crimes violentos.

 

– Hoje, aos quarenta anos da “guerra às drogas”, as sociedades latino-americanas e as organizações dessa região, que formamos o capítulo do Consórcio Internacional de Política de Drogas, exigimos um novo enfoque com relação às drogas: pedimos o fim de uma abordagem puramente criminal e policial e a construção democrática de uma nova, em que se privilegie o desenvolvimento social, a educação, a cobertura universal em saúde, a liberdade e os direitos de todas as pessoas. A guerra contra elas nunca poderá ser a solução.

 

ASSINAM:

 

Os membros latino-americanos do Consórcio Internacional de Políticas de Drogas

 

1. Centro de Investigación, Drogas y Derechos Humanos (Perú)

2. Colectivo por una Política Integral hacia las Drogas AC, CuPIHD (México)

3. Centro de Respuestas Educativas y Comunitarias” A.C. (México)

4. DeJusticia (Colombia)

5. Espolea AC (México)

6. Intercambios AC (Argentina)

7. Psicotropicus, Centro Brasileiro de Política de Drogas (Brasil)

8. Puente, Investigación y Enlace (Bolivia)

9. Red Andina de Información (Bolivia)

10. Red Americana de Intervención en Situaciones de Sufrimiento Social (RAISSS)

11. Red Chilena de Reducción de Daños (Chile)

12. Viva Rio (Brasil)

 

 

Membros do IDPC de fora da América Latina

 

13. WOLA (Estados Unidos)

14. Trans National Institute (Holanda)

 

Outras Organizações

 

15. Alem (Cuernavaca, Morelos México)

16. Arca de Noé (Pasto, Colombia)

17. Agrupación Cannábica de La Plata (Argentina)

18. Associação Brasileira de Redutores de Danos – ABORDA (Brasil)

19. Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids – ABIA (Brasil)

20. Asociación Mexicana de Estudios sobre el Cannabis AC (México)

21. Asociación Peruana sobre la Hoja de Coca (Perú)

22. Asociación Rosarina de Estudios Culturales (argentina)

23. Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas ‐ ABRAMD (Brasil)

24. Asociación Cannábica Buenos Aires (Argentina)

25. Asociación Civil Cristiana Red de Atención y Desarrollo/Proyecto El Retoño

(Argentina)

26. Asociación Civil de Prevención del VIH/Sida y Drogas (Argentina)

27. Asociación Civil Kiosco Juvenil (Argentina)

28. Acción Técnica Social ‐ ATS(Bogotá, Colombia)

29. Casa de Ciudad Juárez (Chihuahua, México)

30. Centro Cáritas de Formación para la Atención de las Farmacodepndencias ‐CAFAC

(México)

31. Centro de Prevenção às Dependências ‐ Recife / Pernambuco (Brasil)

32. Coca y Soberanía (Bolivia)

33. Coletivo DAR

34. Coletivo Growroom (Brasil)

35. Convivencia y Espacio Público AC (México)

36. Consejo Cultural Cuautla (México)

37. Corporación Ancora (Chile)

38. Corporación Caleta Sur (Chile)

39. Corporación Caminos (Cali, Colombia)

40. Corporación Consentidos (Bucamaranga, Colombia)

41. Corporación Mayaelo (Cartagena, Colombia)

42. Corporación Surgir (Medellin, Colombia),

43. Corporación Temeride (Pereira, Colombia)

44. Corporación Viviendo (Cali, Colombia)

45. Cultura Joven (México)

46. Fundación Escuela Nacional de Estudios y Formación en Abordaje de Adicciones y

Situaciones Asociadas, EFAD (Chile)

47. Fundación Procrear (Bogotá, Colombia)

48. Fundación Huésped (Argentina)

49. Fundaser (Popayán, Colombia)

50. Grupo Candango de Criminologia – GCCRIM (Brasil)

51. Grupo de Pesquisas em Política de Drogas e Direitos Humanos da Universidade

Federal de Rio de Janeiro, UFRJ (Brasil)

52. Hogar Integral de Juventud de la ciudad de México (México)

53. Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCrim (Brasil)

54. Instituto Internacional de Investigación sobre la Coca ‐ ICORI (Bolivia)

55. Lua Nova (Brasil)

56. Mana Integralk (Perú)

57. Núcleo de Estudios Interdisciplinarios sobre Psicoactivos (Brasil)

58. ONG Vínculos (Chile)

59. Orquídea Negra Management Cultural (Xalapa, México)

60. Pastoral Social de la Dorada (Colombia)

61. Red Argentina por los Derechos y Asistencias de los/las Usuarios de Drogas

(Argentina)

62. Rede Brasileira de Redução de Danos – REDUC (Brasil)

63. Revista Generación (México)

64. Revista THC (Argentina)

65. Taller Abierto (Cali, Colombia)

66. Tumbona ediciones (México)

67. ONG Encare (Uruguay)

 

Comments

comments

Nos ajude a melhorar o sítio! Caso repare um erro, notifique para nós!

Recent Posts

  • NOV 26 NÓS SOMOS OS 43 – Ação de solidariedade a Ayotzinapa
  • Quem foi a primeira mulher a usar LSD
  • Cloroquina, crack e tratamentos de morte
  • Polícia abre inquérito em perseguição política contra A Craco Resiste
  • Um jeito de plantar maconha (dentro de casa)

Recent Comments

  1. DAR – Desentorpecendo A Razão em Guerras às drogas: a consolidação de um Estado racista
  2. No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime em No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime
  3. DAR – Desentorpecendo A Razão – Um canceriano sem lar. em “Espetáculo de liberdade”: Marcha da Maconha SP deixou saudade!
  4. 10 motivos para legalizar a maconha – Verão da Lata em Visitei um clube canábico no Uruguai e devia ter ficado por lá
  5. Argyreia Nervosa e Redução de Danos – RD com Logan em Anvisa anuncia proibição da Sálvia Divinorum e do LSA

Archives

  • Março 2022
  • Dezembro 2021
  • Setembro 2021
  • Agosto 2021
  • Julho 2021
  • Maio 2021
  • Abril 2021
  • Março 2021
  • Fevereiro 2021
  • Janeiro 2021
  • Dezembro 2020
  • Novembro 2020
  • Outubro 2020
  • Setembro 2020
  • Agosto 2020
  • Julho 2020
  • Junho 2020
  • Março 2019
  • Setembro 2018
  • Junho 2018
  • Maio 2018
  • Abril 2018
  • Março 2018
  • Fevereiro 2018
  • Dezembro 2017
  • Novembro 2017
  • Outubro 2017
  • Agosto 2017
  • Julho 2017
  • Junho 2017
  • Maio 2017
  • Abril 2017
  • Março 2017
  • Janeiro 2017
  • Dezembro 2016
  • Novembro 2016
  • Setembro 2016
  • Agosto 2016
  • Julho 2016
  • Junho 2016
  • Maio 2016
  • Abril 2016
  • Março 2016
  • Fevereiro 2016
  • Janeiro 2016
  • Dezembro 2015
  • Novembro 2015
  • Outubro 2015
  • Setembro 2015
  • Agosto 2015
  • Julho 2015
  • Junho 2015
  • Maio 2015
  • Abril 2015
  • Março 2015
  • Fevereiro 2015
  • Janeiro 2015
  • Dezembro 2014
  • Novembro 2014
  • Outubro 2014
  • Setembro 2014
  • Agosto 2014
  • Julho 2014
  • Junho 2014
  • Maio 2014
  • Abril 2014
  • Março 2014
  • Fevereiro 2014
  • Janeiro 2014
  • Dezembro 2013
  • Novembro 2013
  • Outubro 2013
  • Setembro 2013
  • Agosto 2013
  • Julho 2013
  • Junho 2013
  • Maio 2013
  • Abril 2013
  • Março 2013
  • Fevereiro 2013
  • Janeiro 2013
  • Dezembro 2012
  • Novembro 2012
  • Outubro 2012
  • Setembro 2012
  • Agosto 2012
  • Julho 2012
  • Junho 2012
  • Maio 2012
  • Abril 2012
  • Março 2012
  • Fevereiro 2012
  • Janeiro 2012
  • Dezembro 2011
  • Novembro 2011
  • Outubro 2011
  • Setembro 2011
  • Agosto 2011
  • Julho 2011
  • Junho 2011
  • Maio 2011
  • Abril 2011
  • Março 2011
  • Fevereiro 2011
  • Janeiro 2011
  • Dezembro 2010
  • Novembro 2010
  • Outubro 2010
  • Setembro 2010
  • Agosto 2010
  • Julho 2010
  • Junho 2010
  • Maio 2010
  • Abril 2010
  • Março 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Outubro 2009
  • Setembro 2009
  • Agosto 2009
  • Julho 2009

Categories

  • Abre a roda
  • Abusos da polí­cia
  • Antiproibicionismo
  • Cartas na mesa
  • Criminalização da pobreza
  • Cultura
  • Cultura pra DAR
  • DAR – Conteúdo próprio
  • Destaque 01
  • Destaque 02
  • Dica Do DAR
  • Direitos Humanos
  • Entrevistas
  • Eventos
  • Galerias de fotos
  • História
  • Internacional
  • Justiça
  • Marcha da Maconha
  • Medicina
  • Mídia/Notí­cias
  • Mí­dia
  • Podcast
  • Polí­tica
  • Redução de Danos
  • Saúde
  • Saúde Mental
  • Segurança
  • Sem tema
  • Sistema Carcerário
  • Traduções
  • Uncategorized
  • Vídeos