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Janeiro 12, 2012

Fumar tabaco danifica mais o pulmão do que maconha, diz estudo

G1

Autor também considera outros aspectos e não defende consumo.
Para médica brasileira, pesquisa era aguardada.

Tadeu Meniconi Do G1, em São Paulo

12 comentários

Fumar maconha é menos danoso ao pulmão do que consumir os cigarros tradicionais, de tabaco, segundo um estudo norte-americano publicado na terça-feira (10) pela revista científica “Journal of the American Medical Association”.

A pesquisa usou uma base de dados de fumantes – de maconha e tabaco – pelo período de 20 anos. Entre os que consumiram tabaco, houve redução da capacidade pulmonar. Já entre os fumantes de maconha, não houve perda; pelo contrário, o volume de ar que cabe nos pulmões aumentou um pouquinho.

Stefan Kertesz, autor do estudo, disse ao G1 que o consumo da maconha envolve mecanismos mais complexos, não só no corpo como um todo, mas também nos aspectos morais e culturais, e que seu trabalho não deve servir como uma defesa da droga.

“Não faz sentido olhar para o consumo da maconha apenas pelo ponto de vista do pulmão”, disse o pesquisador da Universidade do Alabama, em Birmingham.

Fumaça menos tóxica?
Kertesz explicou que o estudo foi feito com usuários leves e moderados, que consomem até 20 “baseados” por ano. “A maior parte das pessoas que fumam muita maconha também fuma tabaco”, argumentou o cientista.

Claramente, há substâncias tóxicas na fumaça da maconha”
Stefan Kertesz, autor do estudo

Ele ressaltou também que a base de dados usada era de adultos saudáveis, e que, por isso, viciados acabaram sendo naturalmente excluídos. “Quem fuma muito também tem problemas sociais, como perder emprego, o que também afeta a saúde”, ponderou.

O fato de que o pulmão não foi afetado não significa que a fumaça da maconha seja benigna. “Claramente, há substâncias tóxicas na fumaça da maconha”, esclareceu Kertesz.

Uma diferença clara entre os que consomem as substâncias é a quantidade de cigarros. “O típico comportamento do fumante de tabaco significa mais fumaça para dentro do pulmão”, afirmou o pesquisador.

Estudo era aguardado
Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, diz que um estudo como esse já vinha sendo aguardado pelos especialistas.

Segundo ela, a ideia de que a maconha faz menos mal à saúde do que o cigarro circula como um mito. “Havia suspeitas, mas não havia um estudo que confirmasse”, disse a médica.

A verdade é que os dois fazem mal à saúde. A maconha pode provocar infertilidade, esquizofrenia, perda de memória e câncer de testículo. Já o tabaco aumenta o risco de quase todos os cânceres, em especial os do sistema respiratório, e também representa maior possibilidade de doenças cardiovasculares.

Uso moderado de maconha pode fazer bem para os pulmões

O Globo

NOVA YORK – Fumar maconha não parece ter efeitos danosos para os pulmões como o tabaco, sugere um novo estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”. Pesquisadores descobriram que múltiplas medições da função pulmonar apresentaram uma pequena melhora em jovens que relataram o uso moderado da droga.

Enquanto o cigarro de maconha tem muitas das toxinas presentes em um cigarro de tabaco, as pessoas que usam maconha tendem a fumar menos que os adeptos do tabaco num só dia. Este e o método de inalação podem oferecer alguma proteção relativa para os pulmões, afirmam os pesquisadores. No entanto, as descobertas não ignoram as consequências para a saúde do uso de maconha a longo prazo.

– Acho que muito mais trabalho é necessário para fazer qualquer declaração sobre segurança – disse Jeanette Tetrault, estudiosa sobre abuso de substâncias da Escola de Medicina Yale, em New Haven, que não participou desta pesquisa. – Essas são apenas duas medidas de funções pulmonares e realmente não dão a dimensão completa da situação.

Os novos dados vêm de um estudo de longo prazo com mais de cinco mil jovens em Oakland, Chicago, Minneapolis e Birmingham. De 1985 a 2006, os especialistas perguntaram regularmente aos participantes sobre o uso atual e histórico de tabaco e de maconha. Eles também testaram quanto ar seus pulmões poderiam segurar e a taxa máxima de fluxo de ar de seus pulmões.

Eles viram que, quanto mais cigarros os participantes fumavam ou tinham fumado no passado, piores resultados apresentavam seus pulmões nos dois testes. Mas ao menos em níveis moderados de uso de maconha a situação não se repetiu e foi, na verdade, contrária.

O fluxo de ar do pulmão – medido pelo quanto de ar as pessoas podem soprar em um segundo – não era mais que 50 ml maior nos usuários de maconha em comparação com os não fumantes. O valor médio para um homem saudável é de quatro litros, de acordo com Stefan Kertesz, da Universidade do Alabama, em Birmingham, que participou do novo estudo.

– É um aumento real… mas é tão pequeno que eu não acho que uma pessoa sentiria um benefício em termos de respiração – disse Stefan Kertesz, da Universidade do Alabama, em Birmingham, que participou do novo estudo.. – Mas é uma aumento real para a saúde dos pulmões? Esta é a outra questão. Não sabemos exatamente o que está acontecendo dentro de todas as vias aéreas dos indivíduos que foram testados.

Uma explicação, ele disse, pode ser que a respiração profunda das pessoas que fumam maconha quando elas estão inalando pode treiná-las para ir bem num teste que envolve a respiração e prática de soltar o ar o mais rápido possível. O que não significa necessariamente que seus pulmões estão em melhor situação para uma corrida, por exemplo.

Nos maiores níveis de uso de maconha – mais de 20 vezes num mês – a função pulmonar parecia piorar de novo, mas os pesquisadores ressaltam que não havia voluntários que faziam grande uso da droga no estudo. Eles alertam ainda que o estudo não é um incentivo ao uso da droga, já que a maconha pode irritar os pulmões no curto prazo e causar problemas como asma. E há outros riscos a serem considerados além da respiração, como acidentes de carro e problemas no trabalho e nos estudos. Ainda há controvérsia sobre a possibilidade de a maconha causar alguns tipos de câncer.

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