25/04/201413 de junho ben hur manifestações prisão para averiguação protestos violência policial
A denúncia formalizada pelas entidades no ano passado já continha suficientes provas materiais da conduta ilegal do coronel, como é o caso do vÃdeo gravado pela Defensoria Pública. Além dele, foram anexados dezenas de Boletins de Ocorrência que comprovam as prisões para averiguação.
Por isso, achamos lamentável que o Ministério Público não tenha proposto diretamente a abertura de ação penal contra o coronel. É importante, neste sentido, que haja pressão para que o inquérito apure os fatos verdadeiramente. Esperamos que não só o coronel, mas todos aqueles que orquestraram a repressão policial nesta data, sejam responsabilizados.
Até hoje, nenhum policial foi responsabilizado por abusos cometidos contra manifestantes durante os protestos de junho de 2013, apesar das inúmeras arbitrariedades praticadas. Por outro lado, as investigações, inquéritos policiais, e processos criminais contra os manifestantes são constantes e têm se intensificado. O pedido da investigação de um policial de alta patente é apenas o inÃcio de uma sinalização de que não aceitaremos calados a criminalização dos movimentos sociais perpetrada pelo Estado.
Não à  toa, em outra denúncia feita em agosto de 2013, as mesmas organizações propuseram ao Ministério Público Federal que apurasse, entre outras coisas, quem foram os responsáveis, no governo de São Paulo, pela ordem de prender manifestantes para averiguação. Um procedimento administrativo foi aberto, mas pouca coisa andou até o momento.
Enquanto isso, o inquérito policial nº 1/2013 do DEIC, anunciado de maneira grandiosa pela Secretaria de Segurança Pública e pelo próprio Governador Geraldo Alckmin, investiga os manifestantes que vem sendo presos sem qualquer respaldo legal, intimando e ameaçando pessoas que simplesmente participam das manifestações. A diferença no empenho das investigações  demonstra de forma clara de que lado está o sistema de justiça, acobertando as condutas arbitrárias e ilegais dos agentes da repressão, ao mesmo tempo em que os governos seguem aprimorando a criminalização das manifestações.
Assinam:
Movimento Passe Livre
Mães de Maio
Sindicato dos Advogados de São Paulo
Marcha Mundial das Mulheres
Instituto Praxis
Conectas Direitos Humanos
Associação Cristãos pela Abolição da Tortura
Uneafro
Pastoral Carcerária
Intervozes
Rede 2 de Outubro
Rede Rua
Margens ClÃnicas
Frente de Esculacho Popular
Ouvidoria Geral da Defensoria Pública
Associaçao dos Servidores da Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Instituto Paulista da Juventude
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
Coletivo DAR