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Setembro 20, 2014

Sempre os vermes: vídeo mostra momento em que PM mata camelô com tiro na cabeça em SP

R7

O vendedor ambulante Carlos Augusto Muniz, de aproximadamente 30 anos, foi morto por um policial militar durante a Operação Delegada, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (18). O programa é conhecido como “bico oficial” de PMs e foi criado na gestão do prefeito Gilberto Kassab para diminuir o número de bicos clandestinos.

Imagens exclusivas obtidas pelo Jornal da Record mostram o momento em o PM atira na cabeça de Carlos Augusto Muniz, que tentou tirar o spray de pimenta da mão do oficial. A vítima morreu antes de chegar ao Hospital das Clínicas, para onde foi levado pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Ao R7, o Comando-Geral da Polícia Militar informou que as “imagens estão sendo analisadas neste momento, de maneira detalhada, para evitar qualquer tipo de injustiça” e, “caso seja compreendido que o PM tenha sido imprudente, ele será autuado” ainda na noite desta quinta-feira.

Os vendedores da região se revoltaram com a situação e bloquearam algumas ruas colocando fogo em lixo e apedrejando um ônibus. O policiamento reagiu com bombas de efeito moral e conseguiu controlar a situação. Dois helicópteros Águia, do Grupamento Aéreo da Policia Militar, e o Batalhão de Choque foram para o local. Até às 21h, não havia informações de presos.

 

NOVO VÍDEO DEIXA AINDA MAIS EVIDENTE O TOTAL DESPREPARO DA PM

Publicação by Estadão.

 

 

Editorial da Folha:

Homicídio policial

As imagens divulgadas pela TV Record são impressionantes e deixam pouco espaço para dúvidas. Elas flagram o momento em que, na quinta-feira (18), um policial militar atira e mata um vendedor ambulante, na zona oeste de São Paulo. Fica documentado um ato de violência brutal e inaceitável.

O vídeo mostra um agente com um tubo de gás pimenta na mão esquerda e uma pistola na direita. Só isso já seria condenável, pois não se tratava de confronto com criminosos armados, mas de ação policial com o objetivo de reprimir o comércio ilegal na região.

Como logo ficou claro, a temeridade do gesto não era abstrata. Em meio a uma discussão, o piauiense Carlos Augusto Muniz Braga, 30, agarrou a mão esquerda do policial, no que parecia uma tentativa de arrancar-lhe o spray. A reação foi absurda: o agente disparou contra o rosto do ambulante.

Do ponto de vista institucional, a situação ficou ainda pior. Divulgando informações equívocas, a Polícia Militar mostrava-se, num primeiro momento, disposta a tentar minimizar –quem sabe até encobertar– o homicídio. Confrontada com as imagens, no entanto, viu-se obrigada a admitir a gravidade das circunstâncias.

Mais tarde, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o policial foi preso em flagrante. Ainda seria aberto um inquérito militar para apurar o caso, e a Polícia Civil também o investigaria.

É o mínimo, mas convém lembrar que os resultados desses procedimentos elementares, em geral conduzidos intramuros, nem sempre surgem com a desejável presteza e o necessário rigor.

O episódio reitera o diagnóstico de que a atuação da polícia no Brasil permanece marcada por uma cultura de arbitrariedade, violência e despreparo incompatíveis com os padrões da democracia.

Segundo o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, as polícias no Brasil matam, em média, quatro vezes mais civis do que as norte-americanas –e 125 vezes mais do que a polícia do Reino Unido.

É fato que prospera por aqui um tipo de criminalidade armada, em geral ligada ao narcotráfico, que muitas vezes torna inevitável o confronto. Isso, no entanto, não explica as rotineiras mortes de cidadãos desarmados.

Passa da hora de as autoridades brasileiras enfrentarem a questão com a urgência e a seriedade que ela exige. Seria um retrocesso atroz permitir que casos como o registrado em São Paulo possam terminar impunes.

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