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Junho 01, 2010

Mesmo ilícita, maconha é usada em pratos brasileiros e chefs internacionais criam "a cozinha chapada"


Mesmo ilícita, maconha é usada em pratos brasileiros e chefs internacionais criam “a cozinha chapada”

por Humberto Baraldi

No Brasil, consumir ou comercializar drogas é crime. A legislação nacional prevê punições distintas a usuário e traficante. Ao primeiro, a lei imputa três tipos de pena: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Já quem produz ou comercializa produtos ilícitos, a lei atribui pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de multa de R$ 500 a R$ 1500. Nos EUA, muitos estados também condenam estes tipos de substâncias, porém há aqueles que liberam o consumo da maconha para fins medicinais. Legislação à parte, o Gastronomia & Negócios repercute a polêmica revelação de chefs internacionais que confessam usar maconha nas criações e descobre produtos, feitos à base da erva, consumidos livremente em universidades brasileiras.

“Todo mundo sabe que nas festas da Universidade X, em São Paulo, estudantes produzem, vendem e compram o famoso brigadeiro de maconha”, revela Maria Helena, pseudônimo de uma jovem que já consumiu o produto ilícito, porém preferiu não revelar o seu nome e o da faculdade, onde o doce é comum. “O efeito da sobremesa é maior do que quando fumamos a erva. Por este motivo, o tal brigadeiro é tão procurado”, confessa Maria.

Em alguns sites da internet, há ainda receitas do doce, feito à base de leite condensado, chocolate em pó e maconha. Na rede de relacionamentos Orkut, o G&N encontrou também uma comunidade destinada à sobremesa. “Com tanta oferta de informações, meu namorado já chegou a fazer em casa o brigadeiro”, conta Maria Helena.

De acordo com especialistas, a cânabis ou a maconha produz efeitos psicoativos e fisiológicos quando consumida. Entre os sintomas ocorrem aumento da frequência cardíaca, diminuição da pressão do sangue, diminuição da coordenação psicomotora e perda de memória. Alguns estudos associam o uso prolongado da cânabis com o desenvolvimento de cânceres, pois sua fumaça possui de 50% a 70% a mais de hidrocarbonos cancerígenos que o tabaco.

As Nações Unidas estimam que cerca de quatro por cento da população mundial usam maconha pelo menos uma vez ao ano e cerca de 0,6% consomem-na diariamente. Em alguns países, como na Suíça, a legislação é branda no quesito drogas, tanto que uma fábrica suíça divulga no mercado o Prince Canna, um queijo feito com maconha. Por enquanto, o produto pode ser comprado apenas nos supermercados do país. A embalagem informa que a composição inclui maconha e ‘óleo canábico’, mas avisa: o THC, o princípio ativo mais importante da maconha, causador dos efeitos psíquicos normalmente associados à droga, foi extraído da fórmula. Na embalagem consta ainda que o gosto é de consistência dura, e um pouco picante.

“Todo mundo fuma maconha no fim do dia, no restaurante”. Esta declaração foi dita pelo chef Anthony Bourdain, autor do livro “Cozinha Confidencial”, ao jornal americano New York Times. Durante a entrevista, o profissional avisou ainda que existem diversos restaurantes criados especificamente para o paladar do chef meio chapado, meio bêbado depois do trabalho.

E Bourdain não está sozinho na polêmica. Outros chefs também afirmaram que alguns de seus pratos elaborados foram criados sob o efeito da erva. Roy Choi, responsável por um restaurante em Los Angeles, disse ao NYT que usa maconha para relaxar de turnos de 17 horas de trabalho e para estimular sua criatividade.

A elaboração de menu sob o efeito da maconha é chamada pelo jornal americano de “haute stoner cuisine”. No tal estilo culinário, as ervas se misturam na cozinha. Um restaurante em Manhattan, por exemplo, serve uma sobremesa que consiste num sorvete com o sabor doce que fica no leite que resta no fundo de uma tigela de cereais. A chef Christina Tosi, responsável pela sobremesa, afirmou que não tinha usado nenhuma droga quando criou o tal sorvete, mas acredita que suas sobremesas tem textura e sabores muito profundos, insirados nas sensações causadas pela maconha. “Elas dão uma experiência sensorial exagerada em quem as come”, confessa.

Segundo a reportagem do New York Times, um dos motivos que pode contribuir para esta nova onda de consumo de drogas entre os chefs é o crescente número de estados norte-americanos que estão permitindo o uso da maconha para fins medicinais.

Apesar da declaração de Bourdain e de alguns chefs admitirem que fumam maconha no fim do expediente, o uso de drogas é motivo de preocupação para os restaurantes nos EUA: se um empregado é pego usando alguma substância ilegal, o restaurante pode perder a licença para vender bebidas alcoólicas. No Brasil, o G&N não localizou profissionais que seguissem o “haute stoner cuisine”.

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