
Maconha desperta trocadilhos. Uns bobos, outros incrÃveis. Baseado em fatos reais, por exemplo, seria um bom e óbvio tÃtulo para este post.
Pois é. “Nós é que fumamos e o sr. reitor é que fica tonto.” Eis o balãozinho sobre a cabeça dos estudantes da PUC-SP a essa altura.
Eis o que pensaria o Capitão Presença, grande herói e personagem de HQ aà acima. Assina que é teu, caro Arnaldo Branco.
Nós é que fumamos e o sr. reitor que fica louco, discursam os alunos. Não só os alunos. Foi um professor, indignado, que me relatou  a treta acadêmica agora mesmo. Estava furioso.Definiu de primeira:“Tremenda palhaçadaâ€.
O sr. Reitor da PontÃficia Universidade Católica , Dirceu de Mello, fechou geral o tempo. Hoje o campus de Perdizes está interditado. Ninguém circula. Só a madre superiora.
O Ato 127, como todo aquele resquÃcio prensado de AI-5 no inconsciente, surgiu em represália ao 1º Festival de Cultura Canábica, que aconteceria a partir das 16h, no campus.
A filosofia festeira –pobre e triste da juventude que deixa de fazer protestos celebrtivos- era defender a descriminalização da maconha e se divertir, óbvio, ainda mais da sexta para o sábado.
Como dizia o velho Oswald de Andrade, um dos membros do conselho espiritual desse blog, viva a rapaziada guerreira, o gênio é uma grande besteira.
E repare que os meninos da organização do evento tiveram todo o cuidado de recomendar, nas convocações, que não se fumasse maconha durante o encontro. Por temor de tempo ruim com a polÃcia.
Gente, pelo menos a discussão sobre o assunto no Brasil foi liberada, até um ex-presidente (FHC) já fumou. Não tragou, como disse, mas defendeu com decência pública a descriminalização da Cannabis.
Pelas pupilas do senhor reitor!
Cadê o conceito de Universidade como centro de conhecimentos, culturas, saberes e discussões?
Quem tem medinho de um eventual baseado não pode comandar um campus inteiro.
É ruim transformar um corredor universal que se pretende iluminista em um beco das trevas.
“Saudade da dona Nadir Kfouriâ€, já reverbera nas redes sociais a lembrança da brava mulher que comandou a PUC, por votos e aclamação de alunos e professores, entre 1976 e 84.
Dona Nadir, como escreveu o Juca na sua coluna de ontem na Folha, nos deixou esta semana, aos 97 anos de história.
Era tão querida que o papa Paulo 6º , a pedido de dom Paulo Evaristo Arns, teve que aceitá-la como reitora. Baita quebra de tabu dentro das instituições da igreja Católica.
Sem querer baforar aqui a fumaça verde da verdade absoluta, mas o sr. reitor pirou o cabeção acadêmico, não acham? Ou foi apenas uma nostalgiazinha da Ditadura?