
DE SÃO PAULO
Um estudo britânico sugere que pessoas na meia idade que usaram ou ainda usam drogas não tiveram o cérebro danificado. A pesquisa foi publicada pelo “American Journal of Epidemiology”.
Pesquisadores do King’s College, em Londres, estudaram milhares de pessoas com 50 anos e descobriram que aqueles que tinham usado drogas ilÃcitas, principalmente a maconha, tiveram um desempenho melhor do que os outros nos testes de memória e de outras funções cerebrais.
As informações são da Reuters.
Cerca de um quarto dos indivÃduos disseram que ter usado drogas em algum momento de suas vidas e 6% ainda usavam.
Uma das hipóteses que explicam o resultado é a relação entre o nÃvel de estudo, que é melhor entre os usuários de drogas, segundo os pesquisadores.
“Os resultados parecem sugerir ainda que o uso de drogas, no passado ou atualmente, não está necessariamente associada com o funcionamento cognitivo na meia idade”, disse Alex Dregan, o pesquisador-chefe.
“Entretanto, nossos resultados não excluem eventuais efeitos nocivos em alguns indivÃduos que podem estar expostos a drogas durante longos perÃodos de tempo.”
Pessoas com 50 anos ou mais que fumam ou já fumaram maconha não podem mais culpar a droga pelos esquecimentos. Um novo estudo publicado na revista American Journal of Epidemiology mostra que a erva não danifica o cérebro. Pelo menos não de forma permanente.
Os cientistas analisaram quase 9.000 britânicos e os que haviam usado drogas recentemente ou no passado obtiveram melhores resultados em testes cognitivos do que os que nunca haviam fumado. A diferença, pequena, pode ser explicada pelo nÃvel de educação ligeiramente maior dos usuários.
A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira, os voluntários, com 42 anos, precisavam relatar se usavam ou se já tinham usado qualquer tipo de droga. Do total, um quarto dos participantes já tinha usado substâncias ilÃcitas – não só maconha, mas também cocaÃna, ectasy, LSD e cogumelos alucinógenos.
A segunda etapa foi realizada quando os voluntários completaram 50 anos e foi composta por testes de memória, atenção e outras habilidades cognitivas.
“Os resultados do estudo mostraram que o uso de drogas no passado ou até mesmo no presente não está necessariamente associado com o funcionamento cognitivo do cérebro”, disse o pesquisador Alex Dregan, do Kings College de Londres, à Reuters.
No entanto, Dregan pondera que esses resultados não excluem os efeitos nocivos que a droga pode ter nos indivÃduos que as usam de forma mais intensa.
Ainda que muitos estudos apontem que maconha e cocaÃna tenham efeitos nocivos permanentes à memória e atenção, Dregan acredita que eles sejam apenas temporários.