CAMILLA HADDAD
Para combater a migração de usuários de crack do centro de São Paulo para outras regiões da cidade, a PolÃcia Militar vai utilizar, a partir de hoje, a Tropa de Choque e até helicópteros para ‘blindar’ bairros como Higienópolis, Vila Leopoldina e Liberdade, e a Avenida 23 de Maio e Glicério.
A ideia é dispersar os grupos de viciados que se formam no momento em que a droga é consumida. Serão 150 homens, incluindo as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que vão entrar na operação pela primeira vez. Desde o dia 3, 100 PMs ocupam a região conhecida como cracolândia. Na etapa de hoje, a estratégia é trazer sensação de segurança para a porta de comerciantes e de quem mora nos prédios e casas do centro.
“A aglomeração acaba gerando uma sensação de insegurançaâ€, explica o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do policiamento da capital. A decisão de reforçar o policiamento em áreas especÃficas ocorreu na tarde de ontem em reunião do comando.
Tudo foi estudado em cinco dias após centenas de ligações de paulistanos ao telefone 190 da PM. Do outro lado da linha pessoas reclamavam de viciados em suas portas e queriam solução. Segundo o coronel Chaves, o estudo de pontos de migração também foi montado com a ajuda de policiais à paisana, que passaram a circular na cidade desde o dia 3.
Entre os policiais, também estarão 12 cães farejadores. Os animais irão trabalhar 24 horas em ocorrências de localização de drogas. De acordo com Chaves, não será um trabalho de encaminhamento de usuários de crack a atendimentos de saúde. “O trabalho da polÃcia é trazer segurança. Vamos esperar a espontaneidade de cada um que quiser ajudaâ€, conta.
Além do reforço dos PMs, 12 bombeiros vão auxiliar nos trabalhos. O aumento do efetivo é por tempo indeterminado e terá abordagens e patrulhamento. Dois helicópteros Ãguia vão passar para os PMs em terra para onde os usuários estarão se deslocando.