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Maio 02, 2012

Justiça da Holanda proíbe maconha para turistas estrangeiros

Folha

A Justiça da Holanda confirmou nesta sexta-feira o plano do governo do país que proíbe a compra de maconha por turistas estrangeiros em cafés.

A partir da nova medida, que entra em vigor na próxima terça (1º), apenas holandeses e residentes permanentes cadastrados poderão comprar a droga.

O reforço nas políticas contra drogas acontece devido a uma rede de tráfico que comprava a droga na Holanda para revender na fronteira com a Alemanha e a Bélgica. As vendas causaram aumento da criminalidade nas regiões limítrofes e problemas diplomáticos com os vizinhos.

Peter Dejong/Associated Press
Manifestante protesta contra proibição de maconha para turistas estrangeiros
Manifestante protesta contra proibição de maconha para turistas estrangeiros

A nova lei limita em 2.000 o número de frequentadores dos cerca de 650 cafés autorizados a vender a droga no país, que serão cadastrados pelos proprietários, e forçará as prefeituras a reforçarem o controle de entrada e saída dos estabelecimentos.

Antes da lei, os cafés eram proibidos de vender bebidas alcoólicas e não permitiam a entrada de menores de 18 anos. O governo do país afirmou que não haverá exceção, incluída a cidade de Amsterdã, principal destino turístico do país.

“Amsterdã terá que reforçar esta política”, afirmou Job van de Sande, porta-voz do Ministro de Segurança e Justiça.

O advogado dos donos dos cafés autorizados a vender a droga, Maurice Veldman, afirmou que vai entrar com um recurso na corte nacional de Haia contra a proibição.

CRÍTICAS

Apesar do apoio à medida em boa parte do país, os moradores de Amsterdã não concordam com a proibição. A porta-voz da prefeitura, Tahira Limon, afirma que a lei não resolve o problema da tráfico e cria novos, como a venda de maconha por traficantes de drogas pesadas, como cocaína e heroína.

A representante afirma que 23% dos cerca de 5 milhões de turistas que visitam o país vão a um café que vende a droga durante sua estadia.

A medida ainda pode ser revista, já que o governo conservador, que enviou a proibição, foi dissolvido no último sábado (21).

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