• Home
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
  • Podcast
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Podcast
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
Agosto 29, 2012

PM’S assassinos assumem: “Se a gente soubesse que seria um empresário, não atiraríamos”

Reportagem (com vídeo) no G1

Policiais que atiraram em empresário em SP culpam vítima por morte

Investigados por matar Ricardo de Aquino falam com exclusividade ao G1.
Eles negam erro, dizem que repetiriam modo de agir e pedem desculpas.

Os três policiais militares que participaram da abordagem que terminou na morte do empresário Ricardo Prudente de Aquino, em avenida no Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, falaram pela primeira vez à imprensa sobre o caso. Em entrevista exclusiva ao G1, eles afirmam que o único responsável pelo assassinato foi a própria vítima (assista ao lado à entrevista; os PMs pediram para não mostrar os rostos para não expor familiares.)

O advogado que representa a família de Aquino diz que a versão dos policiais é desmentida pelas imagens das câmeras de segurança.

Na noite de 18 de julho, os PMs seguiram o Ford Fiesta do empresário após serem avisados por rádio que Aquino não teria obedecido a uma ordem de parada. Na Avenida das Corujas, Zona Oeste da capital, os policiais bloquearam a rua, desceram da viatura e atiraram sete vezes contra o carro do empresário. Eles dizem que a vítima tentou fugir mesmo com a rua bloqueada e que confundiram um celular que Aquino segurava com uma arma.

O cabo Adriano Costa da Silva, de 26 anos, e os soldados Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30, e Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27, pediram desculpas aos parentes da vítima, mas afirmaram que são inocentes, que não tiveram conduta que justifique uma eventual expulsão da PM e que julgam ter agido corretamente ao disparar quando se sentiram ameaçados. Para eles, Aquino teve uma conduta de criminoso.

Os três foram entrevistados na sede do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na Luz, região central. A entrevista, realizada na terça-feira (28), foi acompanhada por oficiais da PM, por um representante da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e pelos advogados dos policiais.

Os policiais chegaram a ser presos logo após o assassinato, mas foram libertados por determinação da Justiça. Atualmente, fazem serviços internos na corporação. Até esta terça, o Ministério Público (MP) aguardava laudos para oferecer denúncia à Justiça por homicídio doloso e fraude processual. Caso a denúncia seja aceita, eles passarão a ser considerados réus.

Versão dos policiais
Ao descreverem como foi a abordagem na Avenida das Corujas, os policiais disseram que Aquino teve o caminho cercado pelo carro da Polícia Militar, foi alertado com ordem para sair do veículo, mas que mesmo assim chegou a esboçar reação. “Ele fingiu que ia parar o veículo, porém, ele ainda avançou”, afirmou o soldado Robson. “Ele tentou a passagem, esboçou a reação”, complementou o soldado Luís.

Na versão do trio, os disparos só ocorreram após um momento bastante específico: quando houve a tentativa de fugir do bloqueio na avenida e os PMs perceberam um objeto na mão do empresário. “Foi no momento que ele forçou a passagem, não conseguiu e fez um movimento brusco com um objeto na mão que, por todas as circunstâncias da ocorrência, parecia ser arma de fogo”, disse cabo Adriano. “Ele adotou todos os procedimentos que um criminoso em fuga adota. Fez de tudo para fugir até o último minuto”, argumentou Adriano.

Cabo Adriano disse que, ao perceberem o movimento brusco dentro do carro, todos atiraram em sequência e só depois descobriram que Aquino não tinha arma. “A gente só percebeu que ele não estava armado quando conseguiu abrir o carro e não encontramos a arma”, disse o cabo.

“Bateu um desespero porque, enfim, fiquei com medo de toda essa repercussão”, disse Adriano, ao comentar o que sentiu logo após constatar o resultado da abordagem.

O soldado Robson, que admitiu ter sido o responsável pelos tiros fatais que atingiram a cabeça do empresário, pediu desculpas à família de Aquino pela morte da vítima. “Peço a Deus todo dia para que conforte a família do Ricardo. Peço perdão por todos os atos que aconteceram. E (quero) retomar a carreira e seguir para frente”, disse. “Se a gente soubesse que seria um empresário, não atiraríamos”, afirmou.

Fraude processual e droga plantada
Além de terem sido criticados pela forma como abordaram o empresário, os policiais foram acusados pelo Ministério Público de alterar a cena do crime, recolhendo cápsulas. Outra suspeita levantada veio da família de Aquino, que afirma que a droga achada no carro foi plantada. Cabo Adriano refuta ambas as acusações.

“Ele adotou todos procedimentos que um criminoso em fuga adota. Fez de tudo para fugir até o último minuto”
Adriano Costa da Silva, cabo da PM envolvido na morte do empresário

“Não dá para afirmar que alguém mexeu em alguma coisa (na cena do crime). Nós admitimos que atiramos. Nós não temos motivo para recolher cápsula, isso pode nos prejudicar, inclusive. E quanto à droga, o laudo vai dizer se ele era usuário de droga”, afirmou Adriano.

Em 26 de julho, o Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto disse que os PMs serão demitidos “a bem do serviço público”. Entretanto, o trio tem sonhos de permanecer na polícia e acredita ser inocentado no processo. “A gente só atirou por se sentir realmente ameaçado. Isso configura legítima defesa e acreditamos que temos chance de ser inocentados. E, sendo inocentado, não há desvio de conduta para sermos expulsos da PM”, afirma Adriano.

Nenhum deles afirmou ter planos alternativos caso sejam expulsos da corporação. Com sete anos de serviço, Robson diz que planeja ser oficial. Adriano, que há seis anos é policial, afirmou que já estudava para tentar ser sargento, enquanto Luís disse ter planos mais objetivos. “Meu sonho é conseguir me aposentar sem maiores problemas”, disse o soldado.

Os advogados Aryldo de Paula, Márcio Modesto e Claudinei Xavier, que defendem os três policiais, disseram que vão sustentar que seus clientes agiram no estrito cumprimento da lei e só atiraram para se protegerem.

“O que eles querem é trazer a verdade. A verdade é: eles confundiram o celular da vítima com uma arma. Os policiais foram corretos na ação e não falharam. [Quem falhou foi] o próprio publicitário. Jamais, ninguém, em lugar como esse deve gesticular de forma bruta numa abordagem policial. Ninguém em sã consciência, quando é abordado, coloca a mão na cintura, aponta algo para os policiais. Isso daí é um suicídio”, disse Aryldo de Paula.

Defesa da família contesta
O advogado Cid Vieira, que defende os interesses da família de Aquino, contestou as declarações dos três suspeitos. “As imagens desmentem categoricamente a versão dos PMs”, disse ele, que já pediu a Justiça uma nova reconstituição. “O que eles haviam dito na reprodução simulada não foi verdade”. Ricardo tinha 39 anos e era casado com a publicitária Lélia Pace Prudente de Aquino, de 35. O casal não tinha filhos.

Cronologia da morte de Ricardo Aquino - 29-08 v2 (Foto: Arte/G1)

Comments

comments

Nos ajude a melhorar o sítio! Caso repare um erro, notifique para nós!

Recent Posts

  • NOV 26 NÓS SOMOS OS 43 – Ação de solidariedade a Ayotzinapa
  • Quem foi a primeira mulher a usar LSD
  • Cloroquina, crack e tratamentos de morte
  • Polícia abre inquérito em perseguição política contra A Craco Resiste
  • Um jeito de plantar maconha (dentro de casa)

Recent Comments

  1. DAR – Desentorpecendo A Razão em Guerras às drogas: a consolidação de um Estado racista
  2. No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime em No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime
  3. DAR – Desentorpecendo A Razão – Um canceriano sem lar. em “Espetáculo de liberdade”: Marcha da Maconha SP deixou saudade!
  4. 10 motivos para legalizar a maconha – Verão da Lata em Visitei um clube canábico no Uruguai e devia ter ficado por lá
  5. Argyreia Nervosa e Redução de Danos – RD com Logan em Anvisa anuncia proibição da Sálvia Divinorum e do LSA

Archives

  • Março 2022
  • Dezembro 2021
  • Setembro 2021
  • Agosto 2021
  • Julho 2021
  • Maio 2021
  • Abril 2021
  • Março 2021
  • Fevereiro 2021
  • Janeiro 2021
  • Dezembro 2020
  • Novembro 2020
  • Outubro 2020
  • Setembro 2020
  • Agosto 2020
  • Julho 2020
  • Junho 2020
  • Março 2019
  • Setembro 2018
  • Junho 2018
  • Maio 2018
  • Abril 2018
  • Março 2018
  • Fevereiro 2018
  • Dezembro 2017
  • Novembro 2017
  • Outubro 2017
  • Agosto 2017
  • Julho 2017
  • Junho 2017
  • Maio 2017
  • Abril 2017
  • Março 2017
  • Janeiro 2017
  • Dezembro 2016
  • Novembro 2016
  • Setembro 2016
  • Agosto 2016
  • Julho 2016
  • Junho 2016
  • Maio 2016
  • Abril 2016
  • Março 2016
  • Fevereiro 2016
  • Janeiro 2016
  • Dezembro 2015
  • Novembro 2015
  • Outubro 2015
  • Setembro 2015
  • Agosto 2015
  • Julho 2015
  • Junho 2015
  • Maio 2015
  • Abril 2015
  • Março 2015
  • Fevereiro 2015
  • Janeiro 2015
  • Dezembro 2014
  • Novembro 2014
  • Outubro 2014
  • Setembro 2014
  • Agosto 2014
  • Julho 2014
  • Junho 2014
  • Maio 2014
  • Abril 2014
  • Março 2014
  • Fevereiro 2014
  • Janeiro 2014
  • Dezembro 2013
  • Novembro 2013
  • Outubro 2013
  • Setembro 2013
  • Agosto 2013
  • Julho 2013
  • Junho 2013
  • Maio 2013
  • Abril 2013
  • Março 2013
  • Fevereiro 2013
  • Janeiro 2013
  • Dezembro 2012
  • Novembro 2012
  • Outubro 2012
  • Setembro 2012
  • Agosto 2012
  • Julho 2012
  • Junho 2012
  • Maio 2012
  • Abril 2012
  • Março 2012
  • Fevereiro 2012
  • Janeiro 2012
  • Dezembro 2011
  • Novembro 2011
  • Outubro 2011
  • Setembro 2011
  • Agosto 2011
  • Julho 2011
  • Junho 2011
  • Maio 2011
  • Abril 2011
  • Março 2011
  • Fevereiro 2011
  • Janeiro 2011
  • Dezembro 2010
  • Novembro 2010
  • Outubro 2010
  • Setembro 2010
  • Agosto 2010
  • Julho 2010
  • Junho 2010
  • Maio 2010
  • Abril 2010
  • Março 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Outubro 2009
  • Setembro 2009
  • Agosto 2009
  • Julho 2009

Categories

  • Abre a roda
  • Abusos da polí­cia
  • Antiproibicionismo
  • Cartas na mesa
  • Criminalização da pobreza
  • Cultura
  • Cultura pra DAR
  • DAR – Conteúdo próprio
  • Destaque 01
  • Destaque 02
  • Dica Do DAR
  • Direitos Humanos
  • Entrevistas
  • Eventos
  • Galerias de fotos
  • História
  • Internacional
  • Justiça
  • Marcha da Maconha
  • Medicina
  • Mídia/Notí­cias
  • Mí­dia
  • Podcast
  • Polí­tica
  • Redução de Danos
  • Saúde
  • Saúde Mental
  • Segurança
  • Sem tema
  • Sistema Carcerário
  • Traduções
  • Uncategorized
  • Vídeos