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Setembro 12, 2012

Rota segue militando pela pena de morte: mais 9 assassinados

Operação da Rota deixa 9 mortos e 8 presos

Folha de S.Paulo

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, policiais foram recebidos a tiros por bando em chácara de Várzea Paulista

De acordo com a pasta, suspeitos eram ligados ao crime organizado e estavam ‘julgando’ um suspeito de estupro

DE SÃO PAULO

Nove homens foram mortos e oito presos ontem durante operação de policiais da Rota, grupo de elite da Polícia Militar, na cidade de Várzea Paulista, na região de Jundiaí (a 54 km de São Paulo).

Segundo a PM, oito mortos eram ligados à facção criminosa, supostamente o PCC, e foram baleados após reagirem a tiros à chegada de dez equipes da Rota. Nenhum dos 40 policiais se feriu.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a PM foi acionada após o setor de inteligência da Rota receber uma denúncia anônima informando o local onde um homem suspeito de estupro seria julgado por um “tribunal do crime”.

Um dos mortos na ação era, segundo a PM, o suspeito que estava sendo “julgado” pelo bando. Ele pode ter sido morto antes da chegada da Rota.

A PM diz que a suposta vítima do estupro (uma menina de 12 anos), a mãe dela e o irmão estavam na chácara e presenciaram o “julgamento” do suspeito. Segundo a polícia, foi o irmão da vítima quem pediu ajuda aos criminosos para punir o suspeito.

Os “tribunais do crime” são considerados uma prática do PCC para evitar que alguns casos atraiam a atenção da polícia e atrapalhem as atividades criminosas da facção. Um grupo formado por membros da facção “julga”, “condena” e “executa”.

O número de mortos na operação de ontem é o maior em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006, quando 13 suspeitos -também acusados de ligação com o PCC- foram mortos pela Polícia Civil em São Bernardo do Campo (Grande ABC).

Na ocasião, a informação era que o grupo faria um ataque contra agentes penitenciários. O episódio ocorreu no auge dos atentados da facção criminosa a policiais e unidades de segurança pública.

FUGA E TIROTEIO

Segundo a PM, os homens da Rota chegaram ao local do “tribunal”, uma chácara alugada de um candidato a vereador, por volta das 16h30. A polícia local só ficou sabendo da operação quando os baleados começaram a chegar ao hospital.

Segundo a PM, dois carros fugiram em direções opostas e houve confrontos. Em um veículo, dois suspeitos foram mortos e outro foi preso. No outro carro, foram dois mortos e dois detidos. Outros quatro foram mortos na chácara e cinco deles, presos.

De acordo com a secretaria, foram apreendidos no local uma granada e dinamite, além de uma metralhadora, duas espingardas calibre 12, sete pistolas, quatro revólveres, cinco veículos roubados e 20 quilos de maconha.

Segundo a Prefeitura de Várzea Paulista, os baleados foram levados pelos próprios veículos da Rota ao Hospital da Cidade entre 16h e 16h30.

Em nota oficial, a prefeitura diz que “alguns desses indivíduos já chegaram sem vida ao local” e que “uma equipe médica foi mobilizada para atender as ocorrências”.

Comandante-geral da PM afirma que ação dos policiais foi legítima

DE SÃO PAULO

O comandante-geral da Polícia Militar, Roberval Ferreira França, disse ontem que não havia até a noite de ontem nenhum indício de irregularidade na ação da Rota.

“Todos os indicativos, até o presente momento, atestam uma ação legítima. Nos três pontos de confrontos nós tivemos a prisão de criminosos ilesos. Isso indica uma ação legítima”, afirmou ele.

O policial disse que o arsenal apreendido com a quadrilha indica a disposição dos criminosos para o confronto. Segundo ele, a opção do confronto é do criminoso e à polícia cabe preservar a vida.

“Primeiro a vida da vítima, em segundo lugar a dos policiais e, em terceiro, se possível, a dos criminosos. Desde que eles se rendam”, disse.

“Nós temos neste ano um total de 67 policiais militares mortos no Estado e 92 policiais vítimas de tentativa de homicídio. Isso demonstra, de fato, que os criminosos estão confrontando a polícia.”

Ação da PM em 2002 acabou com 12 mortes

DE SÃO PAULO

A ação da Polícia Militar que acabou com a morte do maior número de suspeitos ocorreu há dez anos.

Em março de 2002, PMs fizeram uma operação na rodovia Senador José Ermírio de Moraes, conhecida como Castelinho, em que 12 supostos integrantes da facção criminosa PCC foram mortos.

Em junho de 2006, um mês após a onda de ataques promovida pelo PCC no Estado, 13 pessoas supostamente ligadas à facção foram mortas pela Polícia Civil.

O caso ocorreu antes de uma tentativa de ataque a agentes penitenciários em São Bernardo do Campo.

Ações com mortes de suspeitos que chamaram atenção se repetiram ainda em 2011, em uma tentativa de roubo de caixas eletrônicos na zona norte. Em maio deste ano, outra ação da Rota terminou com seis mortos.

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