• Home
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
  • Podcast
  • Quem somos
  • A razão entorpecida
  • Podcast
  • Chame o DAR pra sua quebrada ou escola
  • Fale com a gente
Outubro 15, 2012

Reunião Inaugural da Rede Latino-Americana de Pessoas que Usam Drogas – LANPUD

Blog LANPUD

“O Teatro da Guerra às Drogas está situado na América Latina”

Reunião Inaugural da Rede Latino-Americana de Pessoas que Usam Drogas – LANPUD

A Rede Internacional de Pessoas que Usam Drogas – INPUD, a Psicotropicus – Centro Brasileiro de  Política de Drogas (organizador) e a Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – ABESUP (organizadora local), com apoio do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA e do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos – GIESP/FFCH/UFBA, anunciam o lançamento da Rede Latino-Americana de Pessoas que Usam Drogas – LANPUD, nos dias 25 e 26 de outubro, em Salvador, no Auditório Leopoldo Amaral da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rua Prof. Aristides Novís, n.º 2, Federação.

Cerca de 30 usuários e ex-usuários da Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Colômbia, México, Costa Rica e Brasil apresentarão um panorama sobre a política de drogas e a organização de pessoas que usam drogas em seus países, na conferência “O Teatro da Guerra às Drogas está situado na América Latina”, que ocorrerá no dia 25. No dia seguinte, os organizadores, convidados e prospectivos afiliados se reunirão para definir rumos e tratar de assuntos organizacionais e operacionais da rede.

Em última instância, a necessidade mais profunda de estabelecer uma rede como esta deriva do fato de que nenhum grupo de pessoas oprimidas jamais alcançou libertação sem o envolvimento daqueles diretamente afetados por esta opressão. A Rede Latino-Americana de Pessoas que Usam Drogas (LANPUD) está chegando para mudar de vez a desinformada e preconceituosa mentalidade sobre as drogas e plantas tornadas ilícitas.

Somente uma política de drogas com base científica que respeite a dignidade e os direitos humanos resolverá o grave problema contemporâneo do uso indevido de substâncias psicoativas e da crescente violência decorrente de uma política de drogas anacrônica e ineficaz. As pessoas que usam drogas são parte da solução, não do problema.

Entre em contato conosco (lanpud@psicotropicus.org) para comunicar sua participação e assegurar seu lugar.

Apoio institucional: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – NEIP, Coletivo Antiproibicionista Cannabis Ativa (RN, Brasil), ESPOLEA (México), Red Argentina por los Derechos y Asistencia de los Usuarios de Drogas (RADAUD), Acción Técnica Social (ATS/Colômbia), PROLEGAL (Uruguai), Red Argentina de Usuarios de Drogas y Activistas (RARUS), Colectivo por una política integral hacia las drogas, AC (CUPIDH/México), Red Mexicana de Reducción de Daños (REDUMEX), Mama Coca (Colômbia), Intercambios Asociación Civil (Argentina), Núcleo de Estudos Avançados sobre Álcool e outras Drogas – NEAAD/CETAD, Observatório Baiano sobre Substâncias Psicoativas – CETAD Observa, Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos – FNDDH, Conselho Federal de Serviço Social – CEFSS, Associação Soteropolitana de Usuários: em Defesa dos Direitos e da Dignidade da Pessoa que Usa Drogas, Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Estudiantes por uma Politica Sensata de Drogas (EPSD), Grupo Candango de Criminologia-GCCRIM, Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos-RJ e BA, Princípio Ativo (RS, Brasil), Centro de Convivência É de Lei (SP, Brasil), Asociación Civil Centro de Estudios de la Cultura Cannabica(CECCa/Argentina), Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA, Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos – GIESP/FFCH/UFBA

Apoio: International Network of People who Use Drugs – INPUD, Psicotropicus/GDPP/LAP/Open Society Foundations, Universidade Federal da Bahia

NADA A NOSSO RESPEITO SEM A NOSSA PARTICIPAÇÃO

Manifesto das pessoas que usam drogas ilegais

Nós estamos entre os grupos mais difamados e demonizados da sociedade. A sociedade civil e o governo frequentemente negam nossos direitos e nossa dignidade simplesmente porque usamos drogas tornadas ilícitas.

Nós somos os “drogados”, os “maconheiros” e os “craqueiros” da mídia.

Nós somos rotulados de “indignos perturbadores da ordem”, até por profissionais que nos prestam serviços.

Nós fomos duramente atingidos pelas epidemias de HIV/AIDS e de hepatite C.

Nós somos frequentemente encarcerados ou enviados compulsoriamente para centros de recuperação de baixa qualidade, em vez de termos acesso à prevenção e programas adequados.

Nós somos também a grande maioria das pessoas que usam drogas sem que isso nos cause maiores problemas e, portanto, não precisamos de nenhum tratamento para dependência.

Nós somos vítimas da opressão e da violação de direitos humanos, comuns nos países que travam uma “guerra às drogas”, que frequentemente se torna uma guerra contra as pessoas que usam drogas – particularmente contra os pobres.

Nós somos continuamente excluídos das decisões que afetam nossas vidas e as vidas de nossas irmãs e irmãos.

Nós somos seus filhos, filhas, pais, mães, irmãos e irmãs.

E nós temos os mesmos direitos humanos que qualquer outra pessoa.

 

Nós temos o direito de participar significativamente das tomadas de decisões sobre questões que afetam nossas vidas.

Nós temos o direito de tomar decisões fundamentadas sobre nossa saúde, incluindo o que fazemos ou não ao nosso corpo.

Nós temos uma experiência e conhecimento únicos, e temos um papel vital a desempenhar na definição de políticas de saúde, sociais, judiciais e de pesquisa que afetam nossas vidas.

 

Hoje, demandamos que nossa palavra seja ouvida.

 

Temos capacidade para educar e ser educados, criar e gerir organizações, administrar fundos, representar nossa comunidade, participar de comissões consultivas do governo e trabalhar em variadas tarefas.

 

 

Nós precisamos:

 

˃ ser tratados como iguais e respeitados por nosso conhecimento e trabalho, frequentemente voluntário, na abordagem dos problemas enfrentados pelas pessoas que usam drogas, incluindo HIV, hepatites virais, overdose e demais questões relacionadas à saúde, ao social e aos direitos humanos que afetam nossas vidas;

˃ receber financiamentos e recursos adequados para gerir nossas organizações e para nosso desenvolvimento profissional;

˃receber apoio  quando demonizados e atacados na mídia ou pela comunidade por causa do que consumimos;

˃ receber apoio na luta contra o medo, a vergonha e o estigma que nos privam de uma livre e plena participação social e acesso aos serviços de saúde de que necessitamos;

˃estar significativamente representados nas organizações que nos prestam serviços;

˃ ter garantida nossa devida participação em processos consultivos, assim como nas instituições onde se tomam decisões ou se elaboram políticas e estruturas de aconselhamento que tratam de questões que nos afetam; e

˃ ter garantida nossa devida participação nas pesquisas e levantamentos que envolvem a obtenção de estatísticas e de informações referentes às pessoas que usam drogas.

“A grande maioria das pessoas que usam drogas não tem problemas com esse consumo e, portanto, não necessitam tratamento para dependência.”              Anônimo

Temos um papel importante a exercer na defesa de nossos direitos, saúde e bem-estar.

 

Nossas organizações:

 

˃ devem ser dirigidas, controladas e administradas por pessoas que usam ou usaram drogas tornadas ilícitas;

˃ estão frequentemente mais preparadas ou melhor situadas para assegurar que questões de saúde e sociais que dizem respeito às pessoas que usam drogas sejam corretamente encaminhadas;

˃ estão frequentemente mais preparadas ou melhor situadas para impedir que sejam tomadas decisões que possam impactar negativamente a vida das pessoas que usam drogas;

˃ devem ser reconhecidas e valorizadas como agentes fundamentais no debate e na formulação e aplicação de políticas e de programas relacionados ao uso de drogas;

˃ devem ser apoiadas e fortalecidas na condição de principais interessadas;

˃ devem ser tratadas com respeito nas parcerias e acordos com o governo e outras organizações;

˃ reafirmam seu compromisso com o movimento mais amplo de pessoas que usam drogas, no sentido de dar-lhes poder e de sua inclusão, independentemente do tipo de droga e da forma de consumo;

˃ promovem tolerância e uma cultura de participação, respeitando a diversidade de experiências, conhecimentos, habilidades e capacidades;

˃ necessitam dedicar especial atenção à inclusão significativa das mulheres que usam drogas, para assegurar que suas necessidades sejam atendidas;

˃ apoiam as estratégias de redução de danos, cientes de que não existe melhor corpo teórico e prático para lidar com o uso problemático ou indevido de drogas.

Trabalhamos, em suma, pela educação, saúde, liberdade, respeito e direitos humanos das pessoas que usam drogas tornadas ilícitas.

Através da ação coletiva, desafiaremos as opressivas leis, políticas e programas de drogas existentes e trabalharemos com o governo e as agências internacionais na formulação de políticas e programas baseados em evidências e bom senso, que respeitem nossos direitos e nossa dignidade, e protejam e promovam nossa saúde e bem-estar.

Solidarizamo-nos com nossos irmãos e irmãs de outros países que repetidas vezes são vítimas de graves violações de direitos humanos. Exigimos que nossos governos adotem políticas públicas pelo controle e regulamentação das drogas ilícitas em nossos países, de modo que nossa saúde e nossos direitos sejam respeitados, protegidos e promovidos, e termos garantida nossa devida participação em todas as decisões que afetam nossas vidas.

Não somos parte do problema, somos parte da solução!

 

Este manifesto foi elaborado por pessoas que usam drogas que participaram das consultas de um projeto visando ao maior envolvimento delas nas questões que lhes dizem respeito. O projeto foi desenvolvido pela Canadian HIV/AIDS Legal Network, junto com o Programa de Saúde Pública do Open Society Institute e o International HIV/AIDS Alliance. Baseia-se em um manifesto semelhante desenvolvido no Canadá (como parte de um trabalho realizado pela Canadian HIV/AIDS Legal Network, Vancouver Area Network of Drug Users – VANDU e CACTUS Montreal); foi endossado pela International Network of People Who Use Drugs – INPUD. Os participantes deste projeto manifestaram seu desejo de que as pessoas que usam drogas em todo o mundo venham a adotar esse manifesto ou usá-lo como base para criar o seu.

As opiniões expressas nesta publicação são de seus organizadores e não representam necessariamente as opiniões dos financiadores.

Apoio institucional: Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (ABESUP), Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – NEIP, Coletivo Antiproibicionista Cannabis Ativa (RN, Brasil), ESPOLEA (México), Red Argentina por los Derechos y Asistencia de los Usuarios de Drogas (RADAUD), Acción Técnica Social (ATS/Colômbia), PROLEGAL (Uruguai), Red Argentina de Usuarios de Drogas y Activistas (RARUS), Colectivo por una política integral hacia las drogas, AC (CUPIDH/México), Red Mexicana de Reducción de Daños (REDUMEX), Mama Coca (Colômbia), Intercambios Asociación Civil (Argentina), Núcleo de Estudos Avançados sobre Álcool e outras Drogas – NEAAD/CETAD, Observatório Baiano sobre Substâncias Psicoativas – CETAD Observa, Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos – FNDDH, Conselho Federal de Serviço Social – CEFSS, Associação Soteropolitana de Usuários: em Defesa dos Direitos e da Dignidade da Pessoa que Usa Drogas, Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Estudiantes por uma Politica Sensata de Drogas (EPSD), Grupo Candango de Criminologia-GCCRIM, Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos-RJ e BA, Coletivo Antiproibicionista Princípio Ativo (RS, Brasil), Centro de Convivência É de Lei (SP, Brasil), Asociación Civil Centro de Estudios de la Cultura Cannabica(CECCa/Argentina), Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA, Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos – GIESP/FFCH/UFBA

Apoio: International Network of People who Use Drugs – INPUD, Psicotropicus/GDPP/LAP/Open Society Foundations, Universidade Federal da Bahia

© 2008 Canadian HIV/AIDS Legal Network, International HIV/AIDS Alliance, Open Society Institute and International Network of People Who Use Drugs (versão original); © 2012 Psicotropicus (versão em português e espanhol)

Comments

comments

Nos ajude a melhorar o sítio! Caso repare um erro, notifique para nós!

Recent Posts

  • NOV 26 NÓS SOMOS OS 43 – Ação de solidariedade a Ayotzinapa
  • Quem foi a primeira mulher a usar LSD
  • Cloroquina, crack e tratamentos de morte
  • Polícia abre inquérito em perseguição política contra A Craco Resiste
  • Um jeito de plantar maconha (dentro de casa)

Recent Comments

  1. DAR – Desentorpecendo A Razão em Guerras às drogas: a consolidação de um Estado racista
  2. No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime em No Grajaú, polícia ainda não entendeu que falar de maconha não é crime
  3. DAR – Desentorpecendo A Razão – Um canceriano sem lar. em “Espetáculo de liberdade”: Marcha da Maconha SP deixou saudade!
  4. 10 motivos para legalizar a maconha – Verão da Lata em Visitei um clube canábico no Uruguai e devia ter ficado por lá
  5. Argyreia Nervosa e Redução de Danos – RD com Logan em Anvisa anuncia proibição da Sálvia Divinorum e do LSA

Archives

  • Março 2022
  • Dezembro 2021
  • Setembro 2021
  • Agosto 2021
  • Julho 2021
  • Maio 2021
  • Abril 2021
  • Março 2021
  • Fevereiro 2021
  • Janeiro 2021
  • Dezembro 2020
  • Novembro 2020
  • Outubro 2020
  • Setembro 2020
  • Agosto 2020
  • Julho 2020
  • Junho 2020
  • Março 2019
  • Setembro 2018
  • Junho 2018
  • Maio 2018
  • Abril 2018
  • Março 2018
  • Fevereiro 2018
  • Dezembro 2017
  • Novembro 2017
  • Outubro 2017
  • Agosto 2017
  • Julho 2017
  • Junho 2017
  • Maio 2017
  • Abril 2017
  • Março 2017
  • Janeiro 2017
  • Dezembro 2016
  • Novembro 2016
  • Setembro 2016
  • Agosto 2016
  • Julho 2016
  • Junho 2016
  • Maio 2016
  • Abril 2016
  • Março 2016
  • Fevereiro 2016
  • Janeiro 2016
  • Dezembro 2015
  • Novembro 2015
  • Outubro 2015
  • Setembro 2015
  • Agosto 2015
  • Julho 2015
  • Junho 2015
  • Maio 2015
  • Abril 2015
  • Março 2015
  • Fevereiro 2015
  • Janeiro 2015
  • Dezembro 2014
  • Novembro 2014
  • Outubro 2014
  • Setembro 2014
  • Agosto 2014
  • Julho 2014
  • Junho 2014
  • Maio 2014
  • Abril 2014
  • Março 2014
  • Fevereiro 2014
  • Janeiro 2014
  • Dezembro 2013
  • Novembro 2013
  • Outubro 2013
  • Setembro 2013
  • Agosto 2013
  • Julho 2013
  • Junho 2013
  • Maio 2013
  • Abril 2013
  • Março 2013
  • Fevereiro 2013
  • Janeiro 2013
  • Dezembro 2012
  • Novembro 2012
  • Outubro 2012
  • Setembro 2012
  • Agosto 2012
  • Julho 2012
  • Junho 2012
  • Maio 2012
  • Abril 2012
  • Março 2012
  • Fevereiro 2012
  • Janeiro 2012
  • Dezembro 2011
  • Novembro 2011
  • Outubro 2011
  • Setembro 2011
  • Agosto 2011
  • Julho 2011
  • Junho 2011
  • Maio 2011
  • Abril 2011
  • Março 2011
  • Fevereiro 2011
  • Janeiro 2011
  • Dezembro 2010
  • Novembro 2010
  • Outubro 2010
  • Setembro 2010
  • Agosto 2010
  • Julho 2010
  • Junho 2010
  • Maio 2010
  • Abril 2010
  • Março 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Outubro 2009
  • Setembro 2009
  • Agosto 2009
  • Julho 2009

Categories

  • Abre a roda
  • Abusos da polí­cia
  • Antiproibicionismo
  • Cartas na mesa
  • Criminalização da pobreza
  • Cultura
  • Cultura pra DAR
  • DAR – Conteúdo próprio
  • Destaque 01
  • Destaque 02
  • Dica Do DAR
  • Direitos Humanos
  • Entrevistas
  • Eventos
  • Galerias de fotos
  • História
  • Internacional
  • Justiça
  • Marcha da Maconha
  • Medicina
  • Mídia/Notí­cias
  • Mí­dia
  • Podcast
  • Polí­tica
  • Redução de Danos
  • Saúde
  • Saúde Mental
  • Segurança
  • Sem tema
  • Sistema Carcerário
  • Traduções
  • Uncategorized
  • Vídeos