Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Na Holanda, desde 1968, admite-se a venda de maconha em coffee-shop autorizado pelo governo.
O consumo só pode ser feito no próprio local e por pessoas maiores de idade.
O primeiro coffee-shop a vender maconha a clientes foi aberto na cidade universitária e industrial de Utrecht, em 1968.
A meta era implantar, na Holanda, uma polÃtica adequada a afastar o usuário de consumo lúdico, recreativo, do traficante sempre disposto a ofertar drogas pesadas.
Com o tempo, os “cafés-canábicos†viraram atração turÃstica. A Holanda passou, inclusive com as feiras da maconha, a engordar o seu “PIB†e uma fatia da sua economia a depender da maconha (marijuana).
Para os vizinhos belgas e alemães, virou “programa†atravessar a fronteira para, como dizem os jovens, “dar um tapaâ€.
Em 2003, ocorreu o “pico†de aberturas de estabelecimentos para venda de cigarros de maconha: 800 cafés.
Segundo as regras legais, cada estabelecimento só pode ter à venda, por dia e em estoque, 500 gramas de maconha. E cada cigarro vendido conter até 5 gramas de erva canábica.
A mÃdia europeia destaca, nas edições de ontem e hoje, a imposição ao dono do coffee-shop Checkpoint da multa de 28 milhões de euros e mais 18 meses de cadeia.
O dono do café, que fica na cidade de Terneuzen (fronteira com a Bélgica) foi autuado e preso por manter no estabelecimento 200 quilos de maconha. Frise-se, a legislação holandesa apenas permite 500 gramas por dia, no estoque.
PANO RÃPIDO. Para se ter ideia, o Checkpoint recebe, diariamente, cerca de 3 mil fregueses. DaÃ, o valor alto da multa.